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Nubank bloqueia contas e clientes recorrem à Justiça para recuperar dinheiro

Documentos mostram que correntistas tiveram valores retidos sem comunicação prévia do banco

  • Foto do(a) author(a) Esther Morais
  • Esther Morais

Publicado em 11 de março de 2026 às 07:10

Nubank
Nubank Crédito: Divulgação / Reprodução

Clientes do Nubank recorreram à Justiça após terem contas bloqueadas sem aviso prévio e ficarem temporariamente impedidos de acessar o próprio dinheiro. Documentos judiciais obtidos pelo portal Metrópoles mostram que os bloqueios foram justificados pela instituição financeira com base em supostos “indícios de conduta ilícita”.

Em diferentes processos analisados pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), correntistas afirmam que não foram informados previamente sobre a restrição e que precisaram de decisões judiciais para recuperar os valores retidos.

O erro mais comum na classe média é gastar até o último centavo do salário; ele não deve ser o 'teto' de gastos por Reprodução/IA

Pela legislação brasileira, bloqueios desse tipo devem durar até 72 horas, período em que a instituição financeira deve apurar eventuais suspeitas de fraude e justificar formalmente a restrição da conta. Nos casos analisados, porém, os clientes relatam que os valores permaneceram indisponíveis por períodos superiores.

Em um dos processos, um centro de estética localizado em Águas Claras (DF) teve mais de R$ 2 milhões bloqueados na conta. Segundo os autos, o valor havia sido depositado no mesmo dia e correspondia à restituição de tributos pagos a mais ao longo de vários anos.

O montante foi transferido pela Receita Federal, por meio do Banco do Brasil, para a conta da empresa no Nubank. A defesa argumentou que a origem pública do dinheiro poderia ser facilmente comprovada pela instituição financeira.

Ainda assim, quatro dias após o primeiro bloqueio, o Nubank encerrou a conta unilateralmente, sem realizar a transferência dos valores para outra conta da mesma titularidade. O bloqueio ocorreu em 20 de janeiro, e a decisão judicial determinando a liberação do dinheiro foi emitida apenas no início de março.

Na contestação apresentada à Justiça, o Nubank afirmou que, após monitoramento das operações da conta, foi identificado um comportamento que acionou mecanismos internos de segurança e compliance. Segundo o banco, o bloqueio temporário foi adotado para permitir uma investigação mais aprofundada das transações.

Ao analisar o caso, a juíza Márcia Alves Martins Lôbo entendeu que a instituição financeira não comprovou irregularidades nas movimentações nem demonstrou ter comunicado órgãos competentes sobre eventual suspeita de crime.

Tags:

Dinheiro Nubank