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Heider Sacramento
Publicado em 19 de março de 2026 às 23:10
O contrato de participação de Pedro Henrique Espíndola no BBB 26 veio à tona em meio à disputa judicial do ex-brother com a Globo e revelou detalhes pouco conhecidos dos bastidores do reality. O documento, com mais de 70 páginas, expõe cláusulas rigorosas, valores pagos aos participantes e regras que vão além do que o público imagina. >
As informações foram divulgadas pelo portal LeoDias, que teve acesso ao contrato e trouxe à público pontos sensíveis do acordo firmado entre o participante e a emissora.>
Entre os pontos que mais chamam atenção está o valor do cachê. De acordo com o contrato, os participantes recebem cerca de R$ 10,5 mil pela participação no programa, valor que inclui uso de imagem, voz, exclusividade e confidencialidade. Em alguns casos, como dinâmicas anteriores à entrada na casa, esse valor pode cair para pouco mais de R$ 1,6 mil. Há ainda um bônus semanal de R$ 500 para cada semana de permanência no jogo.>
Apesar do alto faturamento do programa, que movimenta cifras bilionárias em publicidade, os participantes não recebem pelos anúncios exibidos durante o reality. O contrato estabelece que toda a receita obtida com ações comerciais pertence exclusivamente à Globo. Após o fim do programa, no entanto, os ex-BBBs podem ganhar entre R$ 10 mil e R$ 15 mil por campanhas feitas em parceria com a emissora. Fora desse circuito, eles ficam com cerca de 60% do valor de contratos independentes.>
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Outro ponto central é a cláusula de exclusividade. Até o fim do contrato, previsto para julho, o participante não pode fechar trabalhos publicitários ou aparecer em outras emissoras sem autorização. A Globo também detém o controle sobre a imagem do participante, podendo utilizá-la de forma ampla, inclusive em projetos comerciais e tecnológicos.>
Um dos trechos mais controversos envolve o isolamento dos confinados. O contrato prevê que a comunicação de acontecimentos externos, como morte de familiares, não é obrigatória e depende exclusivamente da decisão da emissora, que avalia caso a caso.>
O sigilo também é tratado com rigor. As cláusulas de confidencialidade são permanentes, mesmo após o fim do programa. Caso sejam descumpridas, as multas podem chegar a R$ 1,5 milhão, dependendo da gravidade da infração.>
A exposição do documento acontece em meio ao processo movido por Pedro contra a Globo, o que trouxe à tona detalhes que raramente se tornam públicos. O caso reacende discussões sobre os limites contratuais do reality e o nível de controle exercido sobre os participantes, mesmo após o fim do confinamento.>