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Dono de restaurante joga 45 kg de comida no lixo e vídeo viraliza: 'Estava explodindo'

Empresário explicou que produto oferecia risco para funcionários durante fritura e caso gerou debate nas redes

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 21 de maio de 2026 às 20:08

Comida foi  jogada no lixo por oferecer risco aos funcionários
Comida foi jogada no lixo por oferecer risco aos funcionários Crédito: Reprodução

Uma lanchonete de Belém viralizou nas redes sociais após o dono aparecer descartando mais de 45 quilos de massa de churros no lixo. O vídeo, publicado pelo restaurante Taca Coxinha, na Ilha de Mosqueiro, chamou atenção pela quantidade de alimento jogado fora e gerou debates sobre desperdício e segurança alimentar.

Nas imagens, o empresário Charles Wanzeler explica que a produção precisou ser descartada porque a massa apresentava problemas durante a fritura. “Essa produção inteira de churros tem estourado na fritura e ‘pipoca’ no óleo quente. Tem se tornado perigoso para nossa equipe”, afirmou no vídeo.

Coxinha da Olilo Coxinhas e Pastéis. Tem unidades no Imbuí (Shopping das Gaivotas), na Vila Laura (Rua Doutor Genésios Salles, 38) e em Itapuã (San Felipe Center). Instagram: @olilooficial por Reprodução

A publicação ultrapassou 1 milhão de visualizações e provocou reações divididas na internet. Enquanto alguns usuários criticaram o descarte, outros defenderam a decisão por causa dos riscos aos funcionários.

Em entrevista à PEGN, Charles explicou que a intenção inicial era criar um vídeo com potencial de viralização para divulgar o restaurante, mas disse que não esperava tamanha repercussão.

Segundo o empresário, o problema estava ligado ao trigo utilizado na receita, que provocava reações no óleo quente e fazia os churros explodirem durante a fritura, aumentando o risco de queimaduras.

Ele afirmou ainda que foram feitos testes em forno e air fryer para tentar reaproveitar a massa, mas o resultado continuou inadequado.

A Taca Coxinha foi inaugurada em 2024 e ficou conhecida na região por vender coxinhas com massas diferentes para cada sabor. O negócio foi criado por Charles Wanzeler e Caleb Siqueira após experiências profissionais na gastronomia europeia.

Segundo o empresário, o restaurante faturou cerca de R$ 800 mil no primeiro ano de funcionamento.

Após a repercussão, muitas pessoas questionaram por que a massa não foi doada. Especialistas explicam, porém, que alimentos considerados inseguros ou fora dos padrões sanitários não podem ser distribuídos.

De acordo com Adriana Lara, da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o descarte é obrigatório quando existe risco sanitário ou de segurança alimentar.

A especialista também destacou que restaurantes devem seguir normas da Anvisa para descarte correto e prevenção de riscos nas cozinhas.