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Drone de papelão japonês custa até R$ 12 mil e pode ser montado em 5 minutos

Modelo usado pela força naval japonesa é feito com papelão impermeável, reflete menos no radar e pode ser produzido em qualquer fábrica comum

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 11 de maio de 2026 às 19:03

AirKamuy 150
AirKamuy 150 Crédito: AirKamuy

O Japão começou a utilizar drones militares feitos de papelão ondulado, material semelhante ao usado em caixas de entrega, em uma estratégia que aposta em equipamentos baratos, rápidos de fabricar e difíceis de detectar por radares. O modelo, chamado AirKamuy 150, custa entre US$ 2 mil e US$ 2,5 mil por unidade, cerca de R$ 9 mil a R$ 12 mil na cotação atual.

AirKamuy 150 por Reprodução

A adoção do equipamento foi confirmada pelo ministro da Defesa do Japão, Shinjirō Koizumi, após reunião com a startup japonesa AirKamuy, responsável pelo desenvolvimento da aeronave.

O drone é produzido majoritariamente com papelão ondulado revestido com material impermeável. A ideia é permitir fabricação em larga escala sem depender de estruturas aeroespaciais complexas. Segundo a empresa, qualquer fábrica equipada com máquinas de corte de papelão poderia produzir o equipamento rapidamente.

Além do custo reduzido, o material também oferece uma vantagem estratégica: o papelão reflete menos sinais de radar do que estruturas metálicas ou feitas de fibra de carbono, tornando o drone mais difícil de ser identificado por sistemas antiaéreos.

Outro diferencial é a praticidade. O AirKamuy 150 é enviado desmontado em embalagens planas e pode ser montado manualmente em cerca de cinco minutos, sem necessidade de ferramentas especiais. Isso permite que várias unidades sejam preparadas rapidamente em áreas de operação.

Mesmo sendo feito de papelão, o drone possui desempenho considerado elevado para a categoria. O modelo alcança velocidade de até 120 km/h, autonomia de voo de cerca de 80 minutos, alcance aproximado de 80 quilômetros e capacidade de carga de até 1,4 kg.

A Força de Autodefesa Marítima do Japão já utiliza o equipamento em exercícios militares como alvo de treinamento, mas o governo japonês também avalia empregar os drones em missões de reconhecimento.

A criação do AirKamuy 150 faz parte de uma tendência global de uso de drones descartáveis e de baixo custo em conflitos militares. O conceito ganhou força após o uso em larga escala de drones baratos na guerra entre Rússia e Ucrânia, especialmente modelos iranianos utilizados em ataques em massa.

Comparado ao drone iraniano Shahed, que pode custar entre US$ 20 mil e US$ 50 mil por unidade, o modelo japonês sai até 20 vezes mais barato. Segundo especialistas, a lógica é substituir equipamentos extremamente caros por grandes quantidades de drones simples e rápidos de produzir.

O investimento faz parte da nova estratégia de defesa japonesa. O país ampliou significativamente os gastos militares em 2026 e reservou parte do orçamento para sistemas não tripulados, incluindo drones aéreos, embarcações autônomas e veículos submarinos.