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Fernanda Varela
Publicado em 11 de maio de 2026 às 17:37
O médico Conrad Murray, condenado pela morte de Michael Jackson, voltou a atuar na área da saúde anos após deixar a prisão. Segundo informações divulgadas pela revista Vogue, Murray abriu um instituto médico em Trinidad e Tobago, país onde nasceu. >
O cardiologista foi condenado em 2011 por homicídio culposo após a morte do cantor, ocorrida em junho de 2009. Michael Jackson sofreu uma parada cardíaca causada por intoxicação aguda por propofol, anestésico que, segundo as investigações, havia sido administrado pelo médico. >
Michael Jackson
Na época, Conrad Murray era médico pessoal do artista durante os preparativos da turnê “This Is It” e recebia cerca de US$ 150 mil por mês. >
Mesmo após a condenação, o médico sempre negou responsabilidade pela morte do cantor. A defesa sustentou que Michael Jackson teria se autoaplicado a substância, enquanto a acusação afirmou que Murray agiu com negligência grave ao administrar o medicamento sem monitoramento adequado e demorar a chamar ajuda médica. >
Apesar de ter sido condenado a quatro anos de prisão, ele deixou a cadeia após cerca de dois anos. Desde então, tentou diversas vezes retomar oficialmente a profissão, embora suas licenças médicas permaneçam suspensas nos Estados Unidos. >
Em maio de 2023, Conrad Murray inaugurou o Instituto Médico DCM, localizado em Trinidad e Tobago. Ao jornal Trinidad and Tobago Guardian, ele afirmou que decidiu abrir o espaço após se sentir rejeitado por colegas da área médica. >
“Perdi tudo. Tudo o que conquistei me foi tirado como resultado de um veredicto injusto”, declarou o médico em entrevista anterior ao programa Inside Edition. >