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É melhor ficar pelado! Por que você não deve usar cueca ou calcinha quando estiver em casa

Ficar nu em casa pode fortalecer autoestima e conforto corporal, segundo pesquisas sobre naturismo

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 21:00

Os benefícios aparecem quando a nudez é voluntária, segura e sem julgamento, não como obrigação
Os benefícios aparecem quando a nudez é voluntária, segura e sem julgamento, não como obrigação Crédito: Banco de imagens

Ficar pelado em casa parece um gesto pequeno, mas ele toca num tema grande: como cada pessoa lida com o próprio corpo. Estudos sobre naturismo indicam que a nudez voluntária pode melhorar essa relação.

As pesquisas associam atividades em que se fica nu a mais apreciação corporal, autoestima e satisfação com a vida. Em comum, esses cenários reduzem a sensação de julgamento e aliviam a vergonha ligada à aparência.

A nudez voluntária dentro de casa pode melhorar a relação com o corpo; em 2022, Victor Fasano empolgou seus seguidores ao postar um vídeo em que aparece tirando a sunga e exibindo o bumbum nos Lençóis Maranhenses por Victor Fasano

No ambiente doméstico, a nudez pode ser um jeito de treinar aceitação corporal sem plateia. Quando a experiência é leve e escolhida, ela tende a reforçar conforto, não ansiedade.

Por que a nudez pode mudar a forma de se ver

Participar de atividades naturistas aparece ligado a melhor imagem corporal e mais autoestima. Em linguagem direta: a pessoa se critica menos e se sente mais confortável com o que vê, sem depender de comparação.

Em estudos experimentais, a melhora na apreciação do corpo ocorreu porque caiu a ansiedade com a aparência. É o medo de ser avaliado que costuma apertar, e não o corpo em si.

A nudez em contextos seguros reduz a “ansiedade física social”, a preocupação com como o corpo é percebido pelos outros. Esse mecanismo explica por que tanta gente relaxa quando para de se sentir observada.

Mesmo sozinho, o corpo pode parecer “em julgamento” quando o olhar é duro. Tirar a roupa e observar o corpo com curiosidade, em vez de crítica, pode diminuir essa tensão com o tempo.

Bem-estar pode vir como consequência

Em estudos com grandes amostras, frequência maior em atividades naturistas se associou a mais satisfação com a vida. A sequência é clara: melhora a imagem corporal, cresce a autoestima e o humor acompanha.

Programas curtos baseados em nudez também mostraram ganhos que permaneceram semanas depois. Quando a experiência vira positiva, ela pode criar um novo padrão de conforto corporal que se sustenta.

Comparações entre gêneros não mostraram diferenças relevantes: menos ansiedade com o corpo e mais apreciação corporal aparecem de forma parecida em homens e mulheres, desde que o contexto seja respeitoso.

Isso reforça uma ideia prática: a nudez não é um “truque” para um grupo específico. Ela funciona como experiência de segurança corporal, o que depende muito mais do ambiente do que de gênero.

Conforto físico pode entrar, mas não é o foco principal

A ciência discute mais mente do que pele, mas o conforto físico faz sentido: menos roupa pode reduzir atrito e calor em regiões sensíveis. Em climas quentes, isso pode ser um alívio simples e imediato.

Em paralelo, a casa pode ser um lugar de segurança e controle do próprio corpo. Para algumas pessoas, esse cenário ajuda a sentir que o corpo pertence a elas, e não a expectativas externas.

A nudez precisa ser voluntária e nunca imposta. Ela também deve ficar longe de situações de coerção e abuso. Quando existe pressão, o corpo vira motivo de defesa, não de liberdade.

Se há outras pessoas na casa, o ponto é consentimento. Com crianças, o recado é ainda mais claro: nudez familiar só é saudável quando não há sexualização e quando o ambiente é de respeito.