Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Estrada reta mais longa do mundo é um desafio mental e físico para motoristas: 240 km sem uma única curva

Trecho de 240 km sem curvas corta o deserto e exige atenção constante

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Foto do(a) author(a) Gabriela Barbosa
  • Agência Correio

  • Gabriela Barbosa

Publicado em 5 de março de 2026 às 17:00

No coração do Rub' al Khali, monotonia e calor testam a concentração
No coração do Rub' al Khali, monotonia e calor testam a concentração Crédito: Freepik

Dirigir por horas sem fazer uma única curva parece exagero, mas isso acontece em um trecho da Rodovia 10, na Arábia Saudita. São 240 quilômetros em linha reta, reconhecidos pelo Guinness como o percurso mais longo do planeta sem desvios.

O segmento liga Haradh a Al Batha e atravessa uma das regiões mais inóspitas do mundo. Embora a estrada tenha 1.480 quilômetros no total, é esse pedaço perfeitamente linear que desperta curiosidade e, ao mesmo tempo, preocupação.

No meio do deserto, a paisagem quase não muda. E é justamente essa repetição que transforma a experiência em um teste silencioso de resistência e foco ao volante.

Estrada é uma das mais bonitas da Colômbia por Reprodução | Reprodução/Youtube

Um traçado que corta o vazio

A Rodovia 10 foi construída inicialmente para uso particular do rei Fahd. Com o tempo, porém, deixou de ser exclusiva e passou a integrar a malha estratégica de transporte do país.

Hoje, ela conecta o centro e o oeste saudita à fronteira com os Emirados Árabes Unidos, facilitando o fluxo de mercadorias e encurtando distâncias comerciais importantes.

O traçado reto só foi possível porque a estrada cruza o Rub' al Khali, conhecido como Quarto Vazio. Sem montanhas ou grandes obstáculos naturais, a engenharia manteve a pista em linha contínua por centenas de quilômetros.

Paisagem hipnotizante e desafiadora

O Rub' al Khali é considerado o maior deserto de areia do mundo. Dunas extensas dominam o horizonte e criam uma paisagem que parece não ter fim.

A via é asfaltada e possui duas faixas em cada sentido. Ainda assim, o calor intenso e o fluxo constante de caminhões exigem estrutura reforçada e manutenção permanente.

Além disso, a ausência de referências visuais claras pode provocar desorientação. A estrada parece igual do início ao fim, o que aumenta a sensação de isolamento em pleno deserto.

Velocidade e limites na pista

Os limites de velocidade variam conforme o veículo. Carros podem atingir até 120 km/h em trechos permitidos, enquanto ônibus e caminhões têm restrições menores.

Em 2018, autoridades anunciaram limites de até 140 km/h para veículos leves em pontos específicos. No entanto, na prática, o tráfego pesado dificulta manter altas velocidades por muito tempo.

Mesmo com pista reta e boa pavimentação, dirigir ali não significa liberdade total. Pelo contrário, a atenção constante se torna a principal aliada do motorista.

O perigo da monotonia

A ausência de curvas pode parecer confortável, mas esconde um risco silencioso. A repetição da paisagem favorece a sonolência e pequenas distrações.

Há ainda a possibilidade de camelos atravessarem a pista de forma inesperada. Por isso, a rodovia aparece no site Dangerous Roads como um trajeto que exige cautela.

Para reduzir acidentes, o Ministério dos Transportes saudita instalou acostamentos asfaltados, barreiras de proteção e sinalização refletiva ao longo do percurso.

Em um cenário onde quase nada muda, cada placa e cada marca no asfalto ajudam a manter o motorista alerta. No fim das contas, o maior desafio não é a curva inexistente, mas o vazio que insiste em não terminar.