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Fernanda Varela
Publicado em 10 de junho de 2026 às 00:30
Muitas pessoas acreditam que ignorar um problema é uma forma de fazê-lo desaparecer. Evitam sentimentos dolorosos, empurram conflitos para depois e tentam ocupar a mente para não lidar com determinadas questões. A reflexão de Carl Jung sugere justamente o contrário: aquilo que tentamos reprimir costuma ganhar ainda mais força dentro de nós.>
10 curiosidades sobre Carl Jung
Um dos nomes mais influentes da psicologia do século XX, Jung dedicou grande parte de sua obra ao estudo do inconsciente e dos aspectos da personalidade que as pessoas preferem não enxergar. Para ele, emoções ignoradas não desaparecem, apenas continuam agindo nos bastidores da vida.>
A reflexão continua extremamente atual em uma época marcada por ansiedade, excesso de estímulos e dificuldade de lidar com emoções desconfortáveis. Em muitos casos, quanto mais alguém tenta evitar um medo, uma tristeza ou uma insegurança, mais presente ela se torna.>
Na prática, isso aparece em situações comuns do cotidiano. O medo de uma conversa importante, a dificuldade de lidar com uma perda, a tentativa de esconder inseguranças ou o hábito de fugir de sentimentos considerados negativos.>
O pensamento psicológico não sugere que seja fácil enfrentar tudo o que sentimos. A ideia central está mais ligada à compreensão de que o crescimento emocional passa pelo reconhecimento das próprias emoções, e não pela tentativa constante de eliminá-las.>
Especialistas em comportamento frequentemente relacionam reflexões como essa à regulação emocional, ao autoconhecimento e à importância de enfrentar questões internas de forma consciente.>
Talvez seja justamente por isso que a frase continue sendo compartilhada décadas depois. Em um tempo em que muitas pessoas tentam fugir do desconforto emocional, Jung lembra que aquilo que não é enfrentado tende a permanecer ocupando espaço dentro de nós.>
* Algumas frases históricas atribuídas a psicólogos e pensadores podem apresentar diferentes traduções ao longo dos anos ou não possuir comprovação documental definitiva. Ainda assim, determinados pensamentos seguem amplamente associados aos seus autores em obras, estudos e interpretações acadêmicas.>