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Agência Correio
Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 13:00
A China avança com uma regulamentação que proíbe maçanetas eletricamente retráteis em novos veículos a partir de 2027. A norma vale para carros de até 3,5 toneladas e exige mecanismos de abertura com acionamento totalmente mecânico, tanto do lado interno quanto do lado externo. >
O movimento resulta de análises técnicas que evidenciam riscos associados ao sistema atual. Com isso, o país pressiona a indústria mundial a repensar soluções de acesso às portas e a colocar a segurança no centro do desenvolvimento.>
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As maçanetas retráteis surgiram como símbolo de design avançado e limpeza visual. Ao ficarem embutidas na carroceria quando não estão em uso, ajudam a reduzir a resistência do ar e reforçam a aparência futurista dos modelos.>
Essas características tornaram o recurso comum em veículos elétricos e em automóveis de categorias superiores. A combinação de estética e promessa de pequena melhoria de eficiência foi suficiente para acelerar a adoção nos últimos anos.>
A vulnerabilidade aparece quando o sistema elétrico é danificado em uma colisão. Com o circuito comprometido, as maçanetas não se projetam para fora da porta, e a abertura fica comprometida para ocupantes e socorristas.>
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Em casos de impactos laterais severos ou incêndios, a dificuldade de acesso ganha proporções ainda maiores. Nesses cenários, a impossibilidade de um simples ato de puxar uma maçaneta pode custar minutos decisivos para a sobrevivência.>
Profissionais de salvamento chamam atenção para o fato de que procedimentos padrão partem da abertura das portas. Quando isso não é possível, é necessário recorrer a ferramentas mais invasivas, como corte de estruturas e quebra de vidros.>
A ADAC sintetizou essa preocupação ao afirmar: “Na resgate de passageiros de um veículo envolvido em acidente, é fundamental que profissionais de primeiros socorros consigam abrir o automóvel de forma rápida e simples. Ainda mais importante é quando o veículo está em chamas. Maçanetas retráteis podem tornar essa tarefa consideravelmente mais complicada e demorada”.>
Em 2024, o volume de queixas envolvendo maçanetas retráteis chamou atenção de órgãos de defesa do consumidor. Relatos incluíam portas travadas após acidentes, acionamento irregular e comportamentos inesperados em uso diário.>
Casos de crianças com dedos presos no sistema e falhas em dias de frio reforçaram a visão de que o desenho não é robusto o suficiente. A soma desses fatores ajudou a acelerar o processo regulatório no país.>
Montadoras de peso, como BMW, Ford, Jaguar, Hyundai, Mercedes-Benz e Tesla, estão diretamente envolvidas pela medida. Todas possuem modelos com maçanetas retráteis em suas linhas, especialmente entre veículos elétricos e híbridos.>
A adaptação exigirá revisões de engenharia e cronogramas de lançamento. Algumas marcas já anunciaram que irão priorizar maçanetas com aparência mais discreta, porém baseadas em mecanismos tradicionais, com foco na confiabilidade.>
A decisão chinesa tende a repercutir em outros mercados e em programas de teste de colisão. Em avaliações de impacto lateral, índices de abertura de portas com maçanetas eletrônicas se mostraram bem inferiores aos sistemas mecânicos convencionais.>
Com taxas de sucesso na casa de 67% para maçanetas elétricas, contra cerca de 98% para as peças tradicionais, a diferença é difícil de ignorar. Esse cenário fortalece o argumento de que a segurança deve prevalecer sobre qualquer ganho marginal de eficiência aerodinâmica.>