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Influenciador é banido e processado por companhia aérea após ativar 'bomba de pum' em voo

Empresa afirma que comportamento comprometeu a segurança e o conforto dos passageiros

  • Foto do(a) author(a) Giuliana Mancini
  • Giuliana Mancini

Publicado em 31 de março de 2026 às 08:29

Yeferson Cossi
Yeferson Cossi Crédito: Reprodução/Instagram

O influenciador colombiano Yeferson Cossio foi banido e processado pela companhia aérea Avianca após um incidente ocorrido durante um voo internacional. Segundo a empresa, o criador de conteúdo acionou dentro da cabine uma "bomba de pum", um artefato que liberou um forte odor químico, gerando desconforto entre passageiros e tripulação.

O objetivo de Cossio, que tem mais de 12,5 milhões de seguidores no Instagram, era gravar a reação de nojo dos outros passageiros. O episódio aconteceu no dia 11 de março, durante o voo AV46, entre Bogotá, na Colômbia, e Madri, na Espanha.

Yeferson Cossi por Reprodução/Instagram

Segundo a empresa, no momento do incidente, a aeronave sobrevoava o Oceano Atlântico, o que impossibilitava qualquer pouso de emergência. Em nota, a companhia aérea afirmou que a 'brincadeira' violou as regras de conduta da aeronave e afetou "a segurança, o conforto, a ordem e a disciplina a bordo". 

O objeto envolvido no caso foi descrito como uma espécie de "bomba de cheiro", um dispositivo pequeno que libera odores intensos ao ser acionado. Apesar de normalmente ser vendido como item de brincadeira, o uso dentro de uma aeronave, um ambiente fechado e pressurizado, foi tratado pela companhia como uma situação de risco, representando um risco direto aos clientes.

A Avianca ainda declarou que "rejeita categoricamente qualquer comportamento que coloque em risco a segurança de suas operações e comprometa a experiência a bordo para clientes e funcionários". 

Como consequência, a companhia anunciou medidas contra Yeferson: cancelou o contrato de transporte do influenciador, incluindo o voo de retorno, baniu o criador de conteúdo e ainda adiantou que pretende adotar medidas legais cabíveis.

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Após a repercussão, Cossio apresentou sua versão dos fatos. Em comunicado, o influenciador afirmou que o episódio não foi intencional. "Aproximadamente uma hora antes do pouso, um elemento que eu levava na bagagem de mão se ativou de maneira acidental", explicou. Ele também negou que estivesse produzindo conteúdo no momento e disse que não havia qualquer gravação planejada.

O colombiano reforçou ainda que o artefato não representa risco real à aeronave. "O 'stink bomb' não é inflamável, não gera combustão, não compromete a integridade do voo e tem efeito temporário", afirmou. Segundo ele, o odor durou poucos minutos e foi controlado rapidamente pela equipe a bordo.

Mesmo assim, o caso gerou indignação entre passageiros. Uma viajante relatou ter se sentido "profundamente ofendida" com a situação, enquanto outros demonstraram desconforto com o episódio durante o trajeto.

A polêmica reacendeu discussões sobre o comportamento de passageiros em voos comerciais e levou a Avianca a defender regras mais rígidas para casos considerados disruptivos. A companhia chegou a mencionar a necessidade de avançar com propostas que ampliem sanções, incluindo multas, restrições de embarque e responsabilização financeira em situações mais graves.

Conhecido por conteúdos extremos e pegadinhas nas redes sociais, Cossio já se envolveu em outras controvérsias no passado. No início de 2024, ele gastou cerca de 175 mil dólares (cerca de R$ 920 mil) em uma cirurgia dolorosa para alongar as pernas e aumentar sua altura. Ele relatou sofrimento intenso na época. "Tentei tomar pílulas para dormir, mas não funcionam para mim. A dor me acorda e me sinto devastado", disse;

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Influenciador Yeferson Cossio Companhia Aérea