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Jejum de 36 horas: a opinião dos especialistas sobre o hábito do primeiro-ministro do Reino Unido

Especialistas explicam o que acontece com o organismo durante o longo jejum do político

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 16:00

Saiba por que o consultor da Anthropic AI escolhe ficar um dia e meio sem se alimentar
Saiba por que o consultor da Anthropic AI escolhe ficar um dia e meio sem se alimentar Crédito: Freepik

A biologia humana possui mecanismos surpreendentes para lidar com a falta momentânea de alimentos.

Rishi Sunak, ex-líder do Reino Unido e atual consultor da Anthropic AI, explora esse limite semanalmente. Ele atravessa um dia inteiro sem café da manhã, almoço ou jantar por escolha pessoal.

Detalhes do jejum semanal

O político inicia sua jornada de abstinência calórica pontualmente às 17h de todo domingo.

Conforme relatado ao Sunday Times, ele só volta a comer às 5h da manhã de terça-feira. Nesse período, o consumo fica restrito a café preto, chás variados e água pura.

Muitos se perguntam como ele mantém a produtividade no Parlamento com tamanha restrição.

No entanto, o protocolo de 36 horas é uma técnica conhecida no universo da nutrição intermitente. Assim, ele consegue alinhar a rotina profissional com seus objetivos de saúde.

Análise da dieta estruturada

O professor Adam Collins indica que o método de Sunak lembra a famosa dieta 5:2. Em entrevista ao The Guardian, ele explicou que o tempo total de jejum é similar em ambos os casos.

A distinção é que o ex-primeiro-ministro não consome nenhuma caloria nos dias escolhidos.

Dessa forma, a estratégia se torna uma das versões mais extremas de controle alimentar.

Treino em jejum é bom ou é melhor comer algo? por Arquivo

Especialistas afirmam que essa prática requer um preparo mental e físico considerável. Contudo, ela segue princípios fisiológicos que são amplamente estudados por pesquisadores.

Reações do metabolismo humano

Quando o corpo para de receber glicose externa, ele inicia uma transição metabólica essencial.

James Betts, da Universidade de Bath, explica que o organismo passa a utilizar as gorduras estocadas. Essa mudança força o sistema a trabalhar de maneira diferente para obter energia.

Sobre essa transição, Collins afirmou ao The Guardian que "quanto mais rigoroso o jejum, maior essa mudança, embora haja também redução momentânea da tolerância à glicose".

Ou seja, o metabolismo se torna mais intenso na busca por combustível. Por outro lado, o equilíbrio do açúcar no sangue sofre oscilações.

Flexibilidade e limpeza celular

Um dos ganhos citados por Collins é o desenvolvimento da flexibilidade metabólica no indivíduo. Essa característica permite que o corpo lide melhor com os excessos alimentares do dia a dia.

Além disso, períodos longos sem comer podem ativar processos de limpeza interna profunda.

Esse processo, conhecido como autofagia, permite que as células reciclem seus próprios componentes internos.

De acordo com os estudos, isso pode estar diretamente ligado ao reparo e renovação celular. Assim, o jejum funciona como uma manutenção preventiva para o organismo.

Advertências dos especialistas

Entretanto, nem tudo são benefícios em uma rotina de privação tão severa e contínua. Betts alerta que o jejum prolongado pode levar à redução indesejada da massa muscular.

Além disso, a energia limitada pode desencorajar a prática de atividades físicas essenciais.

Outro ponto importante destacado por Collins é que muitos dados vêm de testes com animais.

Isso significa que os resultados em humanos ainda precisam de mais comprovações sólidas. Portanto, a supervisão médica é indispensável para evitar efeitos colaterais negativos.