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Felipe Sena
Publicado em 14 de maio de 2026 às 19:20
Jojo Todynho participou de um debate público promovido pelo vereador Rafael Satiê (PL) na Câmara do Rio nesta quarta-feira (13). >
No debate intitulado “13 de Maio: A história que não te contaram”, a influenciadora digital e estudante de Direito relembrou sua trajetória e afirmou que se recusa a “fazer papel de vítima”. “ “Eu não nasci para ser vítima, eu nasci para ser vitoriosa”, disse Jojo, segundo o portal LeoDias.>
Jojo Todynho
Jojo ainda lembrou sua trajetória desde Bangu, periferia do Rio, onde nasceu e trabalhou como faxineira, camelô, babá, cuidadora de idosos e vendeu picolé no trem. “O que me trouxe até aqui não foi o privilégio, foi o esforço, foi a persistência, foi acreditar que a minha origem não podia limitar o meu destino”, afirmou.>
Além da influenciadora, participaram do debate Fernando Holiday, Luiz Philippe de Orleans e Bragança, Bárbara Hannelore, Cláudio Dias Antônio, professor Ralf, Sara Dias, Júlia de Castro, Paula Custódia e Sandra Petito.>
A linha central do evento foi a defesa de que a data precisa voltar a ser tratado como uma data de vitória nacional, sem o apagamento da complexidade do processo abolicionista e sem reduzir o povo negro a condição permanente de vítima.>
De acordo com o portal LeoDias, ao abrir o debate, Satiê afirmou que a Lei Áurea foi um “ato de coragem moral, de consciência cristã e de amor ao próximo”. O vereador ainda criticou o que chamou de tentativa de esvaziar o papel da Princesa Isabel e substituir a memória da abolição por uma narrativa de ressentimento.>
“A abolição da escravatura não foi uma derrota, foi uma vitória. O povo negro não precisa de vitimização. Precisa de oportunidade, de educação, de uma família estruturada, de fé e de liberdade”, encerrou Satiê.>