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Múmia egípcia é desenterrada e encontrada com texto literário no abdômen

Achado inédito intriga arqueólogos e pode mudar entendimento sobre rituais funerários antigos

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 3 de maio de 2026 às 07:00

Múmia
Múmia Crédito: Divulgação

Uma descoberta arqueológica chamou a atenção da comunidade científica após pesquisadores encontrarem uma múmia com um texto literário preso ao corpo, algo considerado inédito até agora. O achado ocorreu na antiga cidade de Oxirrinco, no Egito, e envolve um trecho da obra clássica Ilíada, atribuída ao poeta grego Homero.

O papiro foi localizado na região do abdômen da múmia e, mesmo fragmentado e em estado delicado, pôde ser identificado como parte do chamado catálogo de navios, presente no Livro II do poema épico. Segundo os pesquisadores, essa é a primeira vez que um texto literário, e não apenas fórmulas religiosas, aparece associado diretamente ao processo de mumificação.

Múmia por Divulgação

A múmia tem cerca de 1.600 anos e foi encontrada na atual cidade de Al Bahnasa, a aproximadamente 200 quilômetros do Cairo. A equipe responsável pela escavação afirma que, até então, os papiros encontrados em múmias tinham função ritualística, possivelmente ligados à proteção espiritual durante a passagem para a vida após a morte.

Diante disso, o uso de um texto literário levanta novas hipóteses. Uma das possibilidades é que o material tenha sido utilizado como uma espécie de marca pessoal do embalsamador. Ainda assim, os especialistas ressaltam que o estudo está em fase inicial e que ainda não há uma explicação definitiva para a presença desse tipo de conteúdo no corpo.

Outro ponto que chama atenção é o contexto social dos indivíduos enterrados no local. De acordo com os pesquisadores, as famílias provavelmente tinham condições financeiras elevadas, já que o processo de mumificação exigia recursos consideráveis.

Além dessa descoberta, escavações na região também revelaram tumbas com características incomuns, incluindo múmias com lâminas de ouro e cobre posicionadas na língua, além de urnas com restos mortais humanos e de animais, indicando práticas funerárias complexas e ainda pouco compreendidas.