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O impacto silencioso da baixa ventilação no quarto para a saúde dos idosos

Estudo europeu associa quartos fechados a maior risco respiratório em idosos acima de 75 anos

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 12:00

Ventilar o ambiente por alguns minutos ao dia pode reduzir infecções, melhorar o sono e proteger a saúde cognitiva
Ventilar o ambiente por alguns minutos ao dia pode reduzir infecções, melhorar o sono e proteger a saúde cognitiva Crédito: Freepik

Dormir em um quarto fechado pode parecer inofensivo, mas para quem já ultrapassou os 75 anos esse hábito pode trazer consequências.

Um estudo europeu recente aponta que a falta de ventilação diária está ligada ao aumento de problemas respiratórios e à piora gradual da qualidade de vida nessa faixa etária.

Média de vida em território japonês ultrapassa a expectativa de todo o planeta e as mulheres lá vivem, em média, 86 anos por KIMIMASA MAYAMA/AFP

Ao longo de cinco anos, mais de 800 idosos foram acompanhados por pesquisadores.

A análise revelou que ambientes sem circulação de ar acumulam dióxido de carbono, umidade e partículas microscópicas, criando uma sobrecarga constante para organismos mais frágeis.

O que acontece dentro do quarto

Durante o sono, o corpo consome oxigênio e libera CO₂ continuamente. Além disso, há liberação de vapor de água pela respiração e pela pele, o que eleva a umidade do ambiente.

Quando portas e janelas permanecem fechadas, esses elementos se acumulam. O ar pode até manter temperatura agradável, porém perde qualidade ao longo das horas, mesmo sem sinais evidentes.

Pulmões jovens costumam tolerar melhor essa condição. Já em idosos com histórico de doenças respiratórias ou cardiovasculares, a exposição repetida pode resultar em cansaço ao acordar, sensação de sufocamento leve e noites interrompidas.

Cinco anos de observação

Os pesquisadores observaram que participantes que raramente ventilavam o quarto apresentaram mais episódios de infecções respiratórias, incluindo pneumonia. Também relataram maior frequência de desconforto ao respirar.

Outro dado chamou atenção. Houve aumento no uso de medicamentos para induzir o sono entre aqueles que mantinham o ambiente fechado. A piora não ocorreu de forma abrupta, mas avançou gradualmente ao longo dos anos.

Um dos idosos acompanhados, de 79 anos, declarou que "simplesmente não tinha vontade de abrir a janela de manhã, estava sempre muito frio", conforme divulgado pelo site Xyts.nl. Com o tempo, passou a dormir menos horas e a depender de mais remédios.

Efeitos vão além da respiração

A pesquisa também sugere ligação entre ar pouco renovado e leve declínio cognitivo. A redução na qualidade do sono, associada à menor oxigenação, pode influenciar processos inflamatórios e desempenho mental.

Em pessoas mais velhas, a capacidade de adaptação a essas variações é menor. Por isso, alterações discretas no ambiente tendem a produzir impactos mais perceptíveis.

Segundo o blog do hospital Santa Cruz, abrir as janelas contribui para diminuir a circulação de vírus e bactérias dentro de casa.

Já os autores do estudo indicam que 10 a 15 minutos de ventilação pela manhã e à noite promovem melhora significativa na qualidade do ar.