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Ana Beatriz Sousa
Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 06:44
A morte de Eric Dane, aos 53 anos, reacendeu a discussão sobre a esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa que compromete os movimentos e ainda não tem cura. O ator havia tornado público o diagnóstico em abril do ano passado e morreu nesta quinta-feira (19). >
A ELA é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta os neurônios motores, células responsáveis por enviar comandos do cérebro para os músculos. Com o avanço da condição, esses neurônios se desgastam ou morrem, interrompendo a comunicação com o corpo.>
Na prática, isso significa perda gradual da força muscular, dificuldade de coordenação e, com o tempo, incapacidade de realizar movimentos simples, como andar, levantar objetos, falar ou engolir. Em estágios mais avançados, a doença compromete a respiração.>
O nome pode parecer complicado, mas tem significado direto: “esclerose” remete a endurecimento; “lateral” refere-se à região da medula espinhal afetada; e “amiotrófica” indica a atrofia muscular decorrente da fraqueza.>
Os primeiros sinais costumam ser sutis: fraqueza em braços ou pernas, cãibras frequentes ou contrações musculares involuntárias. Com a progressão, podem surgir:>
Relebre papéis de Eric Dane
A evolução é lenta, mas contínua. A maioria dos pacientes vive entre três e cinco anos após o diagnóstico, embora haja exceções.>
Não. A ELA ainda não tem cura. O tratamento é focado em retardar a progressão dos sintomas e oferecer qualidade de vida. Isso inclui medicamentos específicos, fisioterapia, acompanhamento fonoaudiológico, terapia ocupacional e suporte respiratório quando necessário.>
Cerca de 25% dos pacientes sobrevivem mais de cinco anos após o diagnóstico, segundo dados do Ministério da Saúde.>
Um dos casos mais conhecidos mundialmente foi o do físico britânico Stephen Hawking, que conviveu com a doença por mais de cinco décadas, um período muito acima da média.>
As causas exatas ainda não são totalmente compreendidas. A idade é um dos principais fatores de risco, a doença é mais comum entre 55 e 75 anos. Aproximadamente 10% dos casos têm origem genética. Também são estudadas possíveis relações com alterações químicas no cérebro e fatores autoimunes.>