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Advogado preso por estupro em motel é suspeito de homicídio no mesmo estabelecimento

Investigado pela morte de David Weverton em 2025, acusado já usava tornozeleira eletrônica

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 09:43

Aluísio Veras e David Weverton
Aluísio Veras e David Weverton Crédito: Reprodução

O advogado Aluísio Veras de Almeida Neto, de 42 anos, foi preso em flagrante na tarde de segunda-feira (16), em um motel de Rio Branco, após um jovem de 18 anos denunciar que foi abusado sexualmente e impedido de deixar o quarto. O suspeito também é investigado pela morte de outro jovem ocorrida no mesmo estabelecimento em julho do ano passado, segundo informação do portal G1.

Segundo a Polícia Militar, a vítima acionou a corporação afirmando que não conseguia sair do local e que havia sido ameaçada. Ao chegarem ao motel, policiais percorreram os quartos e perceberam que apenas um deles não respondia. A porta estava aberta, mas o banheiro permanecia trancado.

Aluísio Veras por Reprodução

Após tentativas de negociação, a porta foi arrombada e os policiais encontraram o jovem chorando dentro do box, enquanto o advogado estava próximo à pia. A vítima contou que conheceu o suspeito por aplicativo e que o encontro seria apenas para consumir bebidas, mas relatou que sofreu abuso e foi impedida de sair do quarto.

Aluísio foi levado à delegacia e, em audiência de custódia realizada na terça-feira (17), teve a prisão convertida em preventiva.

Investigação por morte no mesmo motel

Com a repercussão do caso, voltou à tona que o advogado já havia sido indiciado pela Polícia Civil pela morte de David Weverton Matos Araújo, ocorrida em julho do ano passado no mesmo motel.

Na época, o jovem foi encontrado morto no pátio do estabelecimento. Inicialmente, a causa foi atribuída a overdose, mas exames do Instituto Médico Legal também apontaram traumatismo craniano provocado por forte pancada na cabeça.

Mesmo indiciado, o advogado respondia em liberdade, usando tornozeleira eletrônica e aguardando o andamento do processo judicial.

Mãe cobra justiça

Após a nova prisão, a mãe de David, Lucileila da Silva Matos, voltou a pedir justiça pela morte do filho.

“Quando vi a prisão, entendi que era minha vez de falar e, mesmo que não vá trazer mais meu filho de volta, sinto que a justiça de Deus está sendo feita. Quero que ele pague pelo que fez com meu menino”, declarou.

Ela afirma que recebeu poucas informações sobre o caso e que ainda busca respostas sobre o que ocorreu na noite da morte.