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Pastor diz que membros de escola de samba que homenageou Lula terão câncer: 'Tripudiaram da nossa fé'

Fala ocorreu durante culto em São Paulo após ala de escola de samba associar evangélicos a setores críticos do presidente

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 08:52

Elias Cardoso
Elias Cardoso Crédito: Portal AD Perus/Reprodução

Durante um culto realizado na segunda-feira (16), o pastor Elias Cardoso, da Assembleia de Deus de Perus, criticou o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval. Em sua fala, o religioso afirmou que participantes da apresentação sofreriam consequências divinas.

Sem citar nomes diretamente, o pastor comentou o tratamento dado a grupos religiosos durante o desfile e declarou: “Não vamos responder às provocações que fizeram nas escolas de samba. (...) Tripudiaram em cima da nossa fé, não vamos responder. Vamos orar. A hora que esses homens estiverem com câncer na garganta, eles vão lembrar com quem mexeram”.

Lula na Sapucaí por AgNews

A crítica está relacionada a uma ala da apresentação intitulada “Neoconservadores em Conserva”. Nela, diferentes segmentos sociais apontados pela escola como opositores de Lula - entre eles representantes do agronegócio, defensores da Ditadura Militar, setores da elite e evangélicos - apareceram retratados dentro de latas de conserva.

Durante o culto, o pastor ainda afirmou que a resposta às críticas não viria das instituições brasileiras, mas de Deus. “Melhor representação não é no STF, não é na Justiça, não é no Ministério Público Federal, é lá em cima, direto do trono. Deus vai responder à provocação que fizeram contra a Igreja. (...) A Igreja do Senhor está coberta, amparada pelo Juiz do Supremo Tribunal Celestial”, concluiu, mencionando o Supremo Tribunal Federal.

Reações divididas no Sambódromo

A passagem da escola pela avenida gerou respostas diferentes entre os espectadores. No Setor 1, área popular do Sambódromo, o público entoou gritos de apoio ao presidente, repetindo o coro “Olé, olé, olá, Lula, Lula”, sem registro de vaias.

Já em um camarote patrocinado por uma cervejaria, parte do público reagiu com vaias e gestos de reprovação durante o samba-enredo, enquanto um grupo menor demonstrou apoio ao presidente, repetindo o gesto conhecido como “fazer o L”.

A Acadêmicos de Niterói abriu os desfiles do Grupo Especial com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, abordando a trajetória do presidente desde 1952. Lula não participou da apresentação, mas acompanhou o desfile de um camarote ao lado do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

Debate político após homenagem

A homenagem ocorreu em meio a questionamentos políticos. Como Lula é apontado como possível candidato à reeleição, opositores levantaram suspeitas de propaganda eleitoral antecipada e acusaram o governo de utilizar recursos públicos para promoção política. A controvérsia ampliou o debate nas redes sociais e entre setores políticos após o desfile.