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Agência Correio
Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 08:00
Durante o processo de consolidação das memórias, o cérebro reproduz os momentos vividos como uma espécie de “modo de repetição”. >
Uma nova pesquisa realizada com ratos sugere que caso esse processo seja interrompido, há maiores riscos do avanço da perda de memória que acompanha o Alzheimer.>
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Se os resultados dos testes forem confirmados em humanos, será possível abrir caminho para novas oportunidades de diagnosticar o Alzheimer na fase inicial e tratar com mais eficiência os danos.>
O estudo foi conduzido por pesquisadores da University College London e analisou como o acúmulo da proteína beta-amilóide, associada ao Alzheimer, afeta o funcionamento do hipocampo. >
A região é essencial para registrar experiências recentes e transformá-las em memórias duradouras.>
Para investigar o processo, os cientistas utilizaram camundongos geneticamente modificados para desenvolver características semelhantes às observadas na doença. >
Foi buscado pela equipe entender de que forma a atividade neural responsável por organizar lembranças é impactada pela presença da proteína.>
Os animais foram colocados para explorar labirintos enquanto os pesquisadores monitoravam a atividade de neurônios chamados ‘place cells’, que são ativados quando o animal ocupa posições específicas no ambiente e criam um mapa interno do espaço percorrido.>
Após a exploração, durante períodos de descanso, o cérebro normalmente reativa essas sequências de forma rápida e ordenada. >
Os cientistas consideram esse fenômeno fundamental para estabilizar as memórias recém-formadas.>
Nos camundongos com acúmulo de beta-amilóide, os eventos de repetição continuaram ocorrendo, já a frequência das reativações não foi reduzida. No entanto, a ordem das sequências apresentou alterações.>
Ao invés de reproduzir o trajeto de forma organizada, as ativações neurais surgiram fragmentadas e fora de sequência. >
Segundo os pesquisadores, essa desorganização pode comprometer a consolidação adequada das experiências vividas. >
Para eles, os resultados indicam que o problema pode não estar na tentativa do cérebro de revisar as memórias, mas na forma como essa revisão é estruturada.>