Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Perda de memória em pacientes com Alzheimer está ligada a falha no ‘modo de repetição’ do cérebro

Pesquisadores conduzem estudo com ratos que faz descoberta surpreendente sobre Alzheimer

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 08:00

Após a exploração, durante períodos de descanso, o cérebro normalmente reativa essas sequências de forma rápida e ordenada
Após a exploração, durante períodos de descanso, o cérebro normalmente reativa essas sequências de forma rápida e ordenada Crédito: Freepik

Durante o processo de consolidação das memórias, o cérebro reproduz os momentos vividos como uma espécie de “modo de repetição”.

Uma nova pesquisa realizada com ratos sugere que caso esse processo seja interrompido, há maiores riscos do avanço da perda de memória que acompanha o Alzheimer.

Rebecca Luna conta que experimentava uma série de lapsos de memória e desatenções por Reprodução

Se os resultados dos testes forem confirmados em humanos, será possível abrir caminho para novas oportunidades de diagnosticar o Alzheimer na fase inicial e tratar com mais eficiência os danos.

O papel do hipocampo na consolidação

O estudo foi conduzido por pesquisadores da University College London e analisou como o acúmulo da proteína beta-amilóide, associada ao Alzheimer, afeta o funcionamento do hipocampo.

A região é essencial para registrar experiências recentes e transformá-las em memórias duradouras.

Para investigar o processo, os cientistas utilizaram camundongos geneticamente modificados para desenvolver características semelhantes às observadas na doença.

Foi buscado pela equipe entender de que forma a atividade neural responsável por organizar lembranças é impactada pela presença da proteína.

Testes em labirintos

Os animais foram colocados para explorar labirintos enquanto os pesquisadores monitoravam a atividade de neurônios chamados ‘place cells’, que são ativados quando o animal ocupa posições específicas no ambiente e criam um mapa interno do espaço percorrido.

Após a exploração, durante períodos de descanso, o cérebro normalmente reativa essas sequências de forma rápida e ordenada.

Os cientistas consideram esse fenômeno fundamental para estabilizar as memórias recém-formadas.

Sequências fora de ordem

Nos camundongos com acúmulo de beta-amilóide, os eventos de repetição continuaram ocorrendo, já a frequência das reativações não foi reduzida. No entanto, a ordem das sequências apresentou alterações.

Ao invés de reproduzir o trajeto de forma organizada, as ativações neurais surgiram fragmentadas e fora de sequência.

Segundo os pesquisadores, essa desorganização pode comprometer a consolidação adequada das experiências vividas.

Para eles, os resultados indicam que o problema pode não estar na tentativa do cérebro de revisar as memórias, mas na forma como essa revisão é estruturada.

Tags:

Saúde