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Helena Merencio
Agência Correio
Publicado em 22 de maio de 2026 às 09:00
Quando o frio começa a ocupar a casa durante a noite, muitos tutores recorrem à solução mais imediata: deixar o cachorro subir no sofá ou dividir a cama. >
O gesto parece afetuoso, mas nem sempre resolve o que o animal realmente precisa para dormir bem nas baixas temperaturas.>
Mais do que aproximar o pet da família, o descanso noturno exige um espaço próprio, protegido do vento, afastado do piso gelado e preparado para conservar calor. >
Uma vez que esse cuidado é ignorado, a saúde física e o comportamento do cachorro podem ser afetados com o passar do tempo.>
Lugar apropriado para sono do cachorro
À primeira vista, permitir que o cachorro durma todos os dias no sofá ou na cama principal soa como carinho. Na rotina, porém, o hábito pode interferir na autonomia do animal.>
Com a repetição, o descanso passa a depender da presença humana e do acesso aos mesmos espaços usados pela família. Aos poucos, o pet pode ter mais dificuldade para relaxar longe do tutor.>
Correntes de ar também entram nessa conta. Sofá e cama nem sempre ficam em pontos protegidos, principalmente quando estão próximos de portas, janelas ou frestas.>
Por isso, criar uma área exclusiva ajuda a organizar melhor a rotina. A caminha passa a funcionar como um ponto seguro, confortável e associado ao descanso.>
Para proteger o cachorro durante a noite, a caminha deve ficar em um canto tranquilo da casa, longe de portas voltadas para áreas externas e de janelas amplas.>
Pequenas entradas de vento reduzem bastante o conforto térmico do animal. Outro cuidado importante envolve o contato com o chão, já que superfícies de cerâmica ou cimento puxam calor do corpo.>
Elevar a base da caminha, usar um tapete grosso ou colocar uma camada isolante sob o colchão ajuda a diminuir esse problema. A ideia é criar uma barreira contra a friagem que vem do piso.>
Durante as madrugadas geladas, dormir sobre superfícies frias pode causar mais do que desconforto. A exposição repetida à umidade e à baixa temperatura favorece dores articulares, incômodos musculares, problemas ósseos e queda da resistência do organismo.>
Entre os cães idosos, o risco costuma ser maior. Pets de pelagem curta também sofrem mais com a perda de calor e dependem ainda mais de tecidos adequados.>
Materiais como lã e algodão ajudam a reter a temperatura corporal sem exigir aquecedores elétricos ligados durante toda a noite. Vale observar também se a cama oferece sustentação suficiente para animais com dores ou limitações de movimento.>
Uma alternativa simples para melhorar o isolamento é colocar materiais refletores ou barreiras físicas abaixo da base da cama. A função é impedir que o calor produzido pelo corpo do cachorro se perca rapidamente para o piso.>
Folhas de papel alumínio podem ser posicionadas sob a caminha para refletir parte desse calor de volta ao acolchoado. Mantas de tecido soft ajudam a manter a temperatura por mais tempo e oferecem contato mais macio.>
Tapetes de EVA e placas de borracha criam uma proteção espessa contra a friagem. Já almofadas com enchimento ortopédico podem favorecer cães idosos, pois dão mais apoio às articulações durante o repouso.>
Nem sempre a busca pela cama do dono está ligada apenas ao frio. Para muitos cães, ficar encostado no tutor transmite sensação de segurança.>
Ainda assim, o pet pode aprender a descansar em um espaço próprio. Com uma caminha quente, seca, confortável e bem posicionada, a adaptação tende a ser mais natural.>
Nos meses frios, falhas simples ficam mais evidentes. Uma caminha encostada no piso, um canto com vento ou um tecido fino demais já podem comprometer o descanso do animal.>
Com pequenos ajustes, a madrugada deixa de ser um período de frio e inquietação. O cachorro ganha um refúgio mais adequado, e a casa passa a ter uma rotina de sono mais tranquila.>