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Oscar Schmidt detestava apelido que recebeu no esporte: 'Mão Santa é o cacete'

Ídolo do basquete brasileiro preferia ser reconhecido pela dedicação diária e não por um dom natural

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 18 de abril de 2026 às 07:10

Relembre momentos da carreira de Oscar Schmidt
Relembre momentos da carreira de Oscar Schmidt Crédito: Reprodução

A morte de Oscar Schmidt, nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, trouxe de volta histórias pouco conhecidas sobre a personalidade e a disciplina do maior nome do basquete brasileiro. Entre elas, a forma como o ex-jogador enxergava o apelido que o consagrou nas quadras, “Mão Santa”.

Apesar da fama construída pela precisão nos arremessos, Oscar não gostava do apelido de Mão Santa. Para o atleta, é como se isso diminuísse o esforço dele. "Mão Santa é o cacete! Mão treinada. Depois do treino eu arremessava mil bolas. Só parava quando fizesse 20 cestas seguidas de 3. Parece fácil, mas não é".

Oscar Schmidt foi o nome mais importante do basquete brasileiro por Clayton de Souza/ Estadão Conteúdo

O ex-técnico Lula Ferreira revelou que o próprio atleta também fazia questão de corrigir quem usava o apelido. Segundo o treinador, Oscar defendia que seu desempenho não era resultado de talento sobrenatural, mas de repetição e esforço. “Ele não gostava desse apelido porque dizia que era mão treinada, e não mão santa. Ele arremessava mil bolas por dia, o que significa mais ou menos duas horas além do treino”, afirmou.

A fala reforça o perfil obstinado do jogador, conhecido pela dedicação fora do comum. De acordo com Lula Ferreira, Oscar mantinha uma rotina rigorosa e cobrava o mesmo nível de comprometimento dos companheiros. “Ele era obstinado por treinamento, treinava sempre mais do que os outros, sempre cobrava os seus companheiros, ele tinha a alma do esportista”, disse.

Os números da carreira ajudam a explicar essa mentalidade. Com mais de 49 mil pontos, Oscar ocupa a segunda posição entre os maiores cestinhas da história do basquete mundial, sendo superado apenas por LeBron James, que atingiu a marca em 2024.

Pela seleção brasileira, o ex-atleta disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos e protagonizou momentos históricos, como a vitória sobre os Estados Unidos em Jogos Olímpicos de Seul 1988. Ao longo da carreira, também brilhou no basquete europeu, especialmente em ligas da Itália e da Espanha, consolidando seu legado como um dos maiores pontuadores da história do esporte.