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Oscar Schmidt morreu carregando culpa que o acompanhou por décadas: 'Não tem um dia que não lembre'

Ídolo do basquete brasileiro relembrou falha decisiva em Seul-1988 e disse que nunca deixou de pensar no lance ao longo da vida

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 18 de abril de 2026 às 07:35

Oscar Schmidt morreu aos 68 anos
Oscar Schmidt morreu aos 68 anos Crédito: Reprodução | Instagram

A morte de Oscar Schmidt, nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, também trouxe à tona um dos episódios mais marcantes e dolorosos de sua carreira. Considerado o maior nome do basquete brasileiro, o ex-jogador carregou por anos a frustração de um erro decisivo nos Jogos Olímpicos de 1988.

Durante participação no programa Altas Horas, cerca de sete anos atrás, Oscar relembrou o lance que o perseguiu ao longo da vida. Na ocasião, o Brasil enfrentava a União Soviética pelas quartas de final e acabou eliminado após a falha no arremesso final.

Oscar Schmidt foi o nome mais importante do basquete brasileiro por Clayton de Souza/ Estadão Conteúdo

“Jogador bom não pode errar o último arremesso. Aquela minha geração merecia ter uma Olimpíada. A gente merecia um campeonato desse tipo e não conseguimos porque errei. Você não tem muitas chances na vida. Você tem duas ou três no máximo para fazer aquela cesta que te dá um resultado enorme. Tive a possibilidade e errei. Não tem um dia na minha vida que não lembre aquela cesta”, disse o ex-atleta na entrevista.

O episódio aconteceu nos Jogos Olímpicos de Seul 1988, uma das cinco edições olímpicas disputadas por Oscar. Apesar do peso emocional do erro, a trajetória do jogador seguiu marcada por números expressivos e feitos históricos.

Com 49.737 pontos ao longo da carreira, ele foi durante anos o maior cestinha da história do basquete mundial, marca superada apenas em 2024 por LeBron James. Pela seleção brasileira, conquistou títulos importantes, como o ouro no Pan-Americano de 1987 e o bronze no Mundial de 1978.

Mesmo com conquistas relevantes, o relato reforça o perfil exigente e perfeccionista do atleta, que atribuía grande peso à responsabilidade individual dentro de quadra e nunca deixou de revisitar o momento que poderia ter mudado o rumo daquela geração do basquete brasileiro.