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Pessoas que sempre estão acariciando cães na rua escondem segredo especial

Confira o que a ciência diz

  • Foto do(a) author(a) Felipe Sena
  • Felipe Sena

Publicado em 8 de junho de 2026 às 21:45

Carinho guarda vários segredos sobre afeto com os animais
Carinho guarda vários segredos sobre afeto com os animais Crédito: Divulgação | Netflix

Ao caminhar na rua e ver cães deitados, descansando ou passeando, algumas pessoas sentem a necessidade de se aproximar e acariciar o animal. No entanto, esse gesto aparentemente simples, pode esconder um segredo.

A psicologia da antrozoologia, ciência que estuda a interação entre humanos e animais, estudou esse fenômeno e descobriu pontos interessantes. O ato diz muito sobre o estado emocional, personalidade e química cerebral.

As quedas de cães e gatos são comuns, e os tutores precisam estar atentos aos sinais de desconforto (Imagem: New Africa | Shutterstock) por Imagem: New Africa | Shutterstock

Segundo a neuropsicologia, essa vontade de fazer carinho em um cachorro tem uma relação direta com o sistema de recompensa do cérebro. Estudos investigam a relação entre humanos e animais, e muitos apontam que o contato visual e físico com um cão pode estimular a produção de oxitocina, conhecido como “hormônio do amor”.

Ou seja, ao se deparar com um cachorro, o cérebro pode ativar mecanismo de empatia que são parecidos com os ativados ao ver um bebê. Isso porque os cães provocam uma vontade biológica de cuidar.

Além disso, um estudo da Washington State University (WSU), liderado pela Dra. Patricia Pendry, investigou a sensação de bem-estar dos humanos e conseguiu demonstrar que a interação pode trazer vários benefícios para o corpo.

Pesquisadores afirmaram que passar apenas dez minutos fazendo carinhos em animais como cães e gatos, pode reduzir o nível de cortisol no sangue, o famoso hormônio do estresse.

De acordo com a Psicologia, pessoas que não conseguem evitar o impulso de acariciar os doguinhos desconhecidos costumam apresentar uma pontuação elevada no traço de “amabilidade” no modelo de personalidade dos Cinco Grandes (Big Five).

Isso significa que essas pessoas têm maior capacidade de interpretar sinais não verbais. O cão se torna capaz de oferecer uma validação honesta e sem julgamentos que as interações humanas podem provocar.

O cão ainda representa uma “pureza emocional”, sobretudo em ambientes urbanos caóticos. Por isso, acariciar um doguinho é uma maneira de se conectar ao presente de maneira leve e genuína.

Tags:

Cães