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Felipe Sena
Publicado em 8 de junho de 2026 às 21:45
Ao caminhar na rua e ver cães deitados, descansando ou passeando, algumas pessoas sentem a necessidade de se aproximar e acariciar o animal. No entanto, esse gesto aparentemente simples, pode esconder um segredo. >
A psicologia da antrozoologia, ciência que estuda a interação entre humanos e animais, estudou esse fenômeno e descobriu pontos interessantes. O ato diz muito sobre o estado emocional, personalidade e química cerebral.>
Cães
Segundo a neuropsicologia, essa vontade de fazer carinho em um cachorro tem uma relação direta com o sistema de recompensa do cérebro. Estudos investigam a relação entre humanos e animais, e muitos apontam que o contato visual e físico com um cão pode estimular a produção de oxitocina, conhecido como “hormônio do amor”.>
Ou seja, ao se deparar com um cachorro, o cérebro pode ativar mecanismo de empatia que são parecidos com os ativados ao ver um bebê. Isso porque os cães provocam uma vontade biológica de cuidar.>
Além disso, um estudo da Washington State University (WSU), liderado pela Dra. Patricia Pendry, investigou a sensação de bem-estar dos humanos e conseguiu demonstrar que a interação pode trazer vários benefícios para o corpo.>
Pesquisadores afirmaram que passar apenas dez minutos fazendo carinhos em animais como cães e gatos, pode reduzir o nível de cortisol no sangue, o famoso hormônio do estresse.>
De acordo com a Psicologia, pessoas que não conseguem evitar o impulso de acariciar os doguinhos desconhecidos costumam apresentar uma pontuação elevada no traço de “amabilidade” no modelo de personalidade dos Cinco Grandes (Big Five).>
Isso significa que essas pessoas têm maior capacidade de interpretar sinais não verbais. O cão se torna capaz de oferecer uma validação honesta e sem julgamentos que as interações humanas podem provocar.>
O cão ainda representa uma “pureza emocional”, sobretudo em ambientes urbanos caóticos. Por isso, acariciar um doguinho é uma maneira de se conectar ao presente de maneira leve e genuína.>