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Por que o pico do ciclo solar em 2026 está mais intenso que o previsto e o que pode provocar na Terra

Atividade solar acima do esperado eleva o risco de falhas em GPS, satélites e redes elétricas, ao mesmo tempo em que amplia a chance de auroras mais intensas

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Foto do(a) author(a) Matheus Ribeiro
  • Agência Correio

  • Matheus Ribeiro

Publicado em 22 de março de 2026 às 11:11

Com mais manchas solares, explosões e ejeções de massa coronal, 2026 se firma como um dos momentos mais marcantes do atual ciclo solar Crédito: Pexels

O Sol vive em 2026 seu momento mais intenso em anos. No auge do Ciclo Solar 25, a estrela apresenta uma atividade acima do esperado, com mais explosões, ejeções de massa coronal e efeitos que já colocam a Terra em alerta.

Esse avanço da atividade solar preocupa pela pressão sobre sistemas como GPS, satélites e redes elétricas. Ao mesmo tempo, abre uma janela rara para observar auroras com mais frequência, brilho e alcance em diferentes regiões.

Assim, o que parecia distante ganha contornos reais. O céu muda, a tecnologia sente e o planeta acompanha mais de perto um fenômeno que mistura risco, beleza e fascínio em escala global.

Fenômeno provocou uma tempestade de radiação solar severa (S4) e uma instabilidade geomagnética de nível G4 por Reprodução

Por que o Sol está mais ativo em 2026

O ciclo solar segue um ritmo natural de cerca de 11 anos, alternando fases mais calmas e períodos de forte agitação. Neste ciclo, iniciado em dezembro de 2019, 2026 aparece como o ponto mais intenso dessa curva.

Agora, os cientistas observam mais manchas solares, explosões mais frequentes e ejeções de massa coronal mais potentes. Em outras palavras, o Sol está mais ativo e supera as previsões feitas para o Ciclo Solar 25.

Esse comportamento chama atenção porque indica uma atividade acima do esperado até para especialistas. Além disso, reforça que o astro influencia diretamente a rotina do planeta, mesmo em uma era tão dependente de tecnologia.

O que acontece quando a nuvem solar chega à Terra

Quando uma ejeção de massa coronal segue na direção da Terra, ela encontra o campo magnético do planeta e pode gerar tempestades geomagnéticas. Esse processo tem impacto direto sobre estruturas que sustentam a vida moderna.

Na prática, essas tempestades podem provocar falhas em GPS, interferências em comunicações por satélite e instabilidades em redes elétricas. Em casos mais fortes, até apagões entram no campo das possibilidades, embora sejam raros.

Ainda assim, não há motivo para pânico. O monitoramento contínuo dessas partículas permite prever sua chegada e reduzir danos, o que ajuda a conter efeitos mais severos e melhora a resposta diante de eventos solares extremos.

O lado mais impressionante do pico solar

Por outro lado, a mesma atividade intensa que pressiona sistemas tecnológicos também cria um espetáculo raro no céu. Com mais partículas solares na atmosfera, as auroras ficam mais frequentes e podem surgir além das áreas habituais.

Esse fenômeno cresce porque a interação com o campo magnético da Terra se intensifica. Como resultado, as luzes coloridas se expandem e tornam 2026 um dos anos mais favoráveis da década para observar e fotografar auroras.

Em alguns lugares, o fenômeno já pode ser visto a olho nu. O cenário reforça um contraste fascinante: enquanto o Sol desafia parte da infraestrutura humana, também entrega um dos eventos naturais mais bonitos do planeta.

O que 2026 revela sobre nossa relação com o Sol

No fim, o pico solar de 2026 expõe um equilíbrio poderoso. A mesma estrela que interfere em comunicações e redes elétricas também ilumina o céu com um espetáculo raro, lembrando que tecnologia e natureza seguem profundamente conectadas.

Mais do que um evento astronômico, esse momento mostra como a atividade solar continua moldando a experiência humana. Mesmo com todos os avanços, ainda somos impactados e fascinados pelo comportamento da nossa estrela.