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Por que os Estados Unidos estão construindo 'cidades falsas' com lojas, igrejas e praças, todas de mentira

Cidade dos Estados Unidos implementa experiência sensorial e emocional para pacientes com Alzheimer

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 17:00

Esses ambientes são conhecidos como “cidades falsas”, e são locais construídos para aparentarem uma natureza completamente autêntica
Esses ambientes são conhecidos como “cidades falsas”, e são locais construídos para aparentarem uma natureza completamente autêntica Crédito: (Foto: Reprodução YouTube/Glenner Alzheimer's Family Centers, Inc)

Os Estados Unidos criaram modelo que utiliza elementos sensoriais e visuais na tentativa de resgatar memórias e proporcionar maior qualidade de vida a pessoas com Alzheimer.

Atravessar uma porta e ser imediatamente transportado para os anos 1950 e se ver imerso no cenário local com cinemas clássicos, postos de gasolina antigos e lanchonetes retros, pode parecer impossível, mas essa é a proposta do modelo.

Rebecca Luna conta que experimentava uma série de lapsos de memória e desatenções por Reprodução

Para pessoas que sofrem com a doença de Alzheimer, condição neurológica que minimiza drasticamente o potencial da memória e corroi o senso de identidade, essa perspectiva sensorial não se trata somente de nostalgia, e sim de uma abordagem terapêutica revolucionária.

‘Cidades falsas’ e como elas se chamam

Esses ambientes são conhecidos como “cidades falsas”, e são locais construídos para aparentarem uma natureza completamente autêntica. Eles contém lojas, bar, praça local e até mesmo uma prefeitura.

A cidade de Town Square em San Diego (EUA) é um exemplo. Ela se trata de uma vila coberta de aproximadamente 836 m² que reproduz em escala um centro urbano típico da década de 50.

Esse projeto tem como objetivo utilizar da terapia de reminiscência, expondo as pessoas com Alzheimer a estímulos visuais e sensoriais, como pôsteres de figuras célebres da época citada, como James Dean e Audrey Hepburn. Lojas de animais e áreas verdes também integram a cidade.

Desse jeito, memórias são despertadas de forma mais forte e duradoura nos pacientes, puxando geralmente aquelas do período da adolescência e início da fase adulta.

O tratamento realizado nas ‘cidades falsas’

  • Estímulos sensoriais: Desde o mobiliário da lanchonete a área verde com bancos, cada detalhe é projetado intencionalmente na intenção de proporcionar um ambiente familiar e seguro.

  • Atividades evocativas: Os visitantes são guiados por assistentes treinados e podem desfrutar de inúmeras atividades que os lembrem da época escolhida. Jogar bilhar, ouvir músicas da época, assistir a filmes antigos e ler jornais de décadas passadas são as principais.

  • Conexão emocional: No final das contas, esse conjunto de experiências é concebido para evocar emoções positivas, melhorar o humor e principalmente estimular a comunicação entre o paciente e seus familiares ou cuidadores.

Para quem se interessou, a notícia é boa: a ideia está se expandindo

De acordo com o portal Esquire, por conta do sucesso desse projeto em San Diego, novas réplicas já estão sendo planejadas para outras cidades americanas.

Elas podem até aparentar ser apenas “cidades falsas” para quem observa de fora, mas para os pacientes, esse modelo de experiência tem potencial de “curar” memórias e restaurar a dignidade no cotidiano.

Tags:

Alzheimer Estados Unidos