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Fernanda Varela
Publicado em 20 de maio de 2026 às 09:00
Em uma época marcada por excesso de opiniões, respostas imediatas e necessidade constante de se posicionar, o silêncio passou a ser algo raro. O provérbio “quem muito fala pouco escuta” atravessa gerações justamente porque questiona um comportamento cada vez mais comum: falar sem realmente prestar atenção no outro.>
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A reflexão popular costuma ser associada à ideia de que maturidade emocional também envolve saber ouvir, observar e compreender antes de responder impulsivamente. Em muitos casos, a necessidade de ter sempre a última palavra acaba impedindo conexões mais profundas e conversas verdadeiras.>
O pensamento continua extremamente atual em um período marcado por redes sociais, discussões rápidas e excesso de estímulos. Muitas pessoas passam mais tempo esperando a própria vez de falar do que realmente ouvindo aquilo que está sendo dito.>
Na prática, isso aparece em situações comuns do cotidiano. Interromper conversas constantemente, responder sem prestar atenção, transformar qualquer diálogo em disputa ou sentir necessidade permanente de se explicar e se impor.>
O provérbio também levanta outra reflexão importante: ouvir não significa apenas permanecer em silêncio, mas tentar compreender emoções, intenções e experiências diferentes das próprias.>
Especialistas em comportamento frequentemente relacionam a escuta ativa à inteligência emocional e à capacidade de construir relações mais saudáveis no trabalho, na família e nos vínculos afetivos.>
Talvez seja justamente por isso que o provérbio continue atravessando gerações. Em um mundo onde quase todo mundo quer ser ouvido o tempo inteiro, poucas pessoas realmente sabem escutar.>