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Rita Ephrem morreu de quê? Doença rara fez influenciadora ter 7 AVCs e mais de 20 intubações

Condição genética fazia o corpo atacar a si mesmo e ainda não tem nome definido pela medicina

  • Foto do(a) author(a) Ana Beatriz Sousa
  • Ana Beatriz Sousa

Publicado em 27 de março de 2026 às 18:30

Rita Ephrem
Rita Ephrem Crédito: Reprodução

morte da influenciadora Rita Ephrem, aos 31 anos, trouxe visibilidade para uma condição rara e ainda sem nome definido pela medicina. Conhecida como Ritinha, ela usava as redes sociais para compartilhar a própria rotina de internações e os sintomas intensos provocados por uma doença autoinflamatória ultrarrara, associada a uma imunodeficiência.

Em diversos relatos, a influenciadora detalhou como a doença se manifestava no dia a dia. Ela contou que enfrentava febres altas recorrentes, dores generalizadas, vômitos, alterações na pressão e crises inflamatórias frequentes. Em um dos episódios mais marcantes, relatou ter acordado sem conseguir andar, após uma piora súbita do quadro, o que evidenciou o nível de comprometimento neurológico causado pela doença.

Rita Ephrem por Reprodução

Segundo a Organização Mundial da Saúde, doenças autoinflamatórias ocorrem quando o sistema imunológico passa a reagir de forma desregulada, atacando o próprio organismo e provocando inflamações em diferentes partes do corpo, mesmo sem infecção.

A Sociedade Brasileira de Reumatologia explica que esse tipo de condição pode atingir articulações, órgãos e até o sistema nervoso, causando sintomas como dor intensa, fadiga, febre persistente e crises que variam em gravidade.

No caso de Ritinha, o quadro era ainda mais complexo por não se encaixar em nenhuma doença já catalogada, mesmo após exames genéticos detalhados.

Além disso, ela também convivia com imunodeficiência comum variável. De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunologia, essa condição reduz a capacidade do organismo de produzir anticorpos, o que dificulta o combate a infecções e aumenta o risco de complicações.

A própria influenciadora relatava que qualquer infecção simples evoluía rapidamente, exigindo internações frequentes. Em alguns períodos, ela passou meses seguidos no hospital e chegou a depender de oxigênio para respirar.

Com a progressão da doença, vieram complicações graves. Rita enfrentou sete acidentes vasculares cerebrais, dezenas de tromboses, infecções generalizadas, mais de 20 intubações e cinco paradas cardíacas ao longo dos anos.

Segundo o Ministério da Saúde, a combinação entre imunodeficiência e doenças inflamatórias aumenta significativamente o risco de eventos graves, já que o organismo não consegue nem se defender adequadamente nem controlar os processos inflamatórios.

A Organização Mundial da Saúde também destaca que doenças raras podem levar anos até serem identificadas corretamente, especialmente quando apresentam sintomas variados e ainda pouco conhecidos.

Mesmo diante das limitações, Ritinha transformou sua história em um espaço de acolhimento e informação nas redes sociais, onde reuniu milhares de seguidores e criou uma rede de apoio durante o tratamento.