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Influenciadora Rita Ephrem morre aos 31 anos; jovem morreu sem respostas

Jovem teve mais de 20 intubações, sete AVCs e mobilizou milhares de seguidores com relato de sua rotina

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 27 de março de 2026 às 16:04

Rita Ephrem
Rita Ephrem Crédito: Reprodução

A influenciadora Rita Ephrem morreu na noite desta quinta-feira (26), em São Paulo, aos 31 anos, após anos enfrentando uma doença autoinflamatória ultrarrara, ainda não catalogada pela medicina. Conhecida como Ritinha nas redes sociais, ela também convivia com imunodeficiência comum variável, condição que compromete o sistema imunológico e dificulta a resposta do organismo a infecções.

Nascida em Belo Horizonte, Rita era filha de pais libaneses e se mudou ainda jovem para o Líbano, onde cresceu. No país, estudou engenharia mecatrônica e construiu carreira como atleta de futsal, chegando a defender a seleção libanesa em competições internacionais.

Rita Ephrem por Reprodução

Os primeiros sintomas surgiram já na vida adulta, após o retorno ao Brasil. Ela passou a apresentar febres recorrentes, dores intensas, diarreia, vômitos e alterações na pressão e nos batimentos cardíacos. Durante um período, médicos não conseguiram identificar a causa do quadro.

O diagnóstico só foi possível após exames genéticos realizados em São Paulo, que apontaram uma condição autoinflamatória rara e ainda sem classificação oficial.

Com o avanço da doença, Rita passou a depender de cuidados médicos constantes. Ao longo dos anos, enfrentou complicações graves e passou longos períodos internada, incluindo mais de três anos seguidos no hospital.

Entre os principais episódios de saúde, a influenciadora teve ao menos sete acidentes vasculares cerebrais, dezenas de tromboses, infecções generalizadas, mais de 20 intubações e cinco paradas cardíacas. Ela também enfrentou meningite, encefalite e outras inflamações sistêmicas, que deixaram sequelas motoras e respiratórias.

Devido às complicações, passou a usar suporte de oxigênio e teve limitações na locomoção.

Mesmo diante do quadro delicado, Rita encontrou nas redes sociais uma forma de se conectar com o mundo. Com mais de 300 mil seguidores, compartilhava a rotina hospitalar, reflexões sobre fé e mensagens de conscientização sobre doenças raras.

A mobilização dos seguidores também ajudou a custear tratamentos fora da cobertura de planos de saúde, além de apoiar a influenciadora em disputas por acesso a terapias.

A morte foi confirmada por familiares e amigos, que prestaram homenagens nas redes sociais. “Ritinha viveu com intensidade, com fé e com um amor que tocou tantas vidas. Sua história não termina aqui”, diz um trecho da publicação.

A despedida gerou comoção entre seguidores e famosos, como Tatá Werneck, Whindersson Nunes, Gustavo Mioto, Thaeme e Sofia Liberato, que deixaram mensagens de apoio.

Rita deixa a mãe, Leila. O corpo será cremado.