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O que é e quais são os primeiros sinais da alopecia areata, doença que fez mãe de Lucas Lucco perder o cabelo

Condição autoimune provoca queda em placas, não é contagiosa e pode ter gatilhos emocionais

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Fernanda Varela

  • Agência Correio

Publicado em 19 de março de 2026 às 16:36

Há novos estudos sobre alopecia
Há novos estudos sobre alopecia Crédito: Shutterstock

A alopecia areata voltou a chamar atenção após o relato de Karina Lucco, mãe do cantor Lucas Lucco, que mostrou nas redes sociais o avanço da doença e o impacto da queda de cabelo. O caso reacendeu dúvidas sobre a condição, especialmente sobre como identificar os primeiros sinais e o que fazer diante do diagnóstico.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a alopecia areata é uma doença inflamatória de origem autoimune. Nela, o sistema imunológico ataca os folículos pilosos, interrompendo temporariamente o crescimento dos fios sem destruí-los.

Mãe de Lucas Lucco mostra cabelo após diagnóstico de alopecia por Reprodução/Redes Sociais

O principal sinal da doença é a queda repentina de cabelo em áreas arredondadas, formando falhas bem delimitadas no couro cabeludo, na barba ou em outras regiões do corpo. A SBD destaca que essas áreas costumam apresentar pele lisa e brilhante, sem coceira, dor ou descamação.

Outro indicativo importante é que os fios ao redor dessas falhas se soltam com facilidade ao serem puxados. Em alguns casos, os cabelos que voltam a crescer nascem mais claros ou até brancos, recuperando a pigmentação com o tempo.

A doença pode começar de forma discreta, com apenas uma pequena área afetada, e evoluir de maneiras diferentes em cada pessoa. Há casos em que a queda permanece localizada e outros em que se expande, podendo atingir todo o couro cabeludo ou até os pelos do corpo.

O que fazer ao perceber os primeiros sinais

Ao notar falhas no cabelo ou queda incomum em regiões específicas, a orientação da Sociedade Brasileira de Dermatologia é procurar um dermatologista o quanto antes. O diagnóstico precoce ajuda a iniciar o tratamento adequado e a controlar a progressão da doença.

A entidade alerta que a automedicação deve ser evitada, já que o uso inadequado de produtos pode agravar o quadro ou atrasar o tratamento correto. Cada caso precisa ser avaliado de forma individual.

Além do acompanhamento médico, é importante observar possíveis fatores desencadeantes. Situações de estresse intenso, traumas físicos e infecções podem contribuir para o surgimento ou agravamento da alopecia areata.

Gretchen revela alopecia por Redes sociais

O tratamento varia conforme a extensão e a evolução do quadro. Segundo a SBD, podem ser utilizados medicamentos tópicos, como minoxidil e corticoides, além de outras terapias específicas em casos mais extensos. O objetivo é controlar a inflamação, estimular o crescimento dos fios e evitar novas falhas.

Apesar de não ter cura definitiva ou prevenção comprovada, a alopecia areata pode ser controlada. Os fios podem voltar a crescer, mesmo após perdas mais extensas, já que os folículos não são destruídos, apenas ficam inativos durante o processo inflamatório.

O impacto emocional também merece atenção. A queda de cabelo pode afetar diretamente a autoestima e a qualidade de vida, e o suporte psicológico pode ser um aliado importante durante o tratamento.

O caso da mãe de Lucas Lucco reforça a importância de falar sobre a doença e buscar orientação especializada logo nos primeiros sinais, aumentando as chances de controle e recuperação dos fios.