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Agência Correio
Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 11:32
Recentemente, a cientista Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ganhou os holofotes por causa dos seus estudos com a polilaminina, que podem levar à cura de alguns casos de tetraplegia. >
Seu nome começou a circular com ainda mais intensidade devido à polêmica envolvendo a influenciadora Virgínia Fonseca, que foi nomeada por um entrevistado da revista Veja como “indiscutivelmente a mulher mais relevante do país”. >
Polilaminina
Essa fala gerou uma repercussão nas mídias sociais que levantaram o nome de Tatiana como uma opção mais relevante no cenário nacional.>
O estudo teve como berço o Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ em 1998 e tinha como objetivo desenvolver um medicamento capaz de tratar lesões medulares e devolver total ou parcialmente o movimento dos membros do paciente.>
O principal candidato foi a polilaminina, um composto produzido a partir da placenta humana, que é em parte produzido naturalmente pelo próprio corpo e é utilizado pelo organismo na ligação de neurônios.>
A amostragem do experimento com o composto foi de oito pacientes, tanto paraplégicos (paralisados da cintura para baixo) quanto tetraplégicos (paralisados da cintura para cima).>
Durante o estudo, o medicamento experimental foi aplicado na área lesionada da medula, com o objetivo de estimular as estruturas nervosas presentes a se conectarem, tal como os neurônios são estimulados naturalmente no organismo.>
Nos testes, seis dos pacientes apresentaram melhoras substanciais em suas lesões. Um deles, vítima de tetraplegia, conseguiu atingir a recuperação completa dos seus movimentos. >
Em janeiro de 2026, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o começo de estudos clínicos para avaliar a segurança do medicamento, para posterior aplicação comercial.>