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Você acha que a memória piora aos poucos? Estudo mostra que a perda pode acelerar e pegar adultos de surpresa

Descubra por que algumas pessoas perdem a memória mais rápido que outras

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 15:00

Quando o volume cerebral diminui globalmente, o desempenho nos testes de memorização cai de maneira proporcional e visível
Quando o volume cerebral diminui globalmente, o desempenho nos testes de memorização cai de maneira proporcional e visível Crédito: Freepik

Muitos acreditam que o cérebro humano perde suas capacidades de forma lenta e totalmente previsível ao envelhecer.

Contudo, pesquisadores investigaram milhares de voluntários saudáveis para mapear como o órgão reage realmente ao avanço dos anos.

Eles concluíram que o processo de enfraquecimento pode sofrer acelerações repentinas e bastante preocupantes.

A pesquisa utilizou mais de 13.000 testes de memória para fundamentar essas novas descobertas sobre a vida adulta.

Os dados publicados na revista científica Nature Communications indicam que pequenas mudanças silenciosas se acumulam no sistema nervoso central ao longo de muito tempo.

Eventualmente, essa soma de fatores resulta em uma falha mais perceptível na rotina de muitos.

Além disso, o estudo fornece um panorama único sobre a resistência mental de quem não possui doenças graves.

Perceber que o declínio pode ser rápido ajuda médicos a criarem estratégias de intervenção mais precoces e eficazes.

Afinal, a prevenção continua sendo a melhor ferramenta para garantir plena lucidez por mais  tempo.

Como a atrofia cerebral muda nossas lembranças

A relação entre o volume do cérebro e a capacidade de retenção de informações é o foco dessa análise.

Isso acontece porque a perda de massa encefálica atua como um motor para o enfraquecimento da memória recente.

Por outro lado, a estabilidade cognitiva pode ser mantida por anos antes que a queda se manifeste.

Surpreendentemente, os genes que costumam indicar o risco de Alzheimer não são os únicos responsáveis por esse fenômeno.

O estudo mostra que indivíduos sem essa predisposição genética também podem enfrentar perdas rápidas de memória na velhice.

Portanto, o estilo de vida e a integridade física do cérebro pesam muito nesse processo biológico.

Cada milímetro de volume preservado pode significar anos a mais de autonomia e clareza mental.

A ciência reforça que o envelhecimento não precisa ser sinônimo de esquecimentos graves se houver cuidado prévio.

Descubra hábitos simples que fortalecem sua memória e desafiam o tempo por Freepik

O papel de diversas regiões na saúde mental

Ao contrário do que se pensava anteriormente, a memória não depende exclusivamente de uma única área do cérebro humano.

O hipocampo é fundamental, mas ele precisa trabalhar em conjunto com as estruturas periféricas e as mais profundas.

Todas essas regiões mostram uma ligação clara entre a redução de tamanho e a perda de função.

Quando o volume cerebral diminui globalmente, o desempenho nos testes de memorização cai de maneira proporcional e visível.

Especialistas concluem que essa vulnerabilidade é uma característica do envelhecimento natural, e não um erro em um ponto isolado.

Logo, a saúde da memória reflete a condição geral de todo o órgão pensante.

Atividade cerebral por Shutterstock

Certamente, entender que o cérebro funciona como uma rede integrada é um passo vital para novas terapias.

A perda de memória em adultos saudáveis deve ser vista como um sinal de alerta sobre a estrutura orgânica.

Proteger essa rede é essencial para que possamos envelhecer mantendo nossas histórias e identidades sempre bem vivas.