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Você sabia que couve-flor, o brócolis e o repolho são irmãos da mesma planta?

A diferença entre brócolis e couve-flor não está na família, e sim no “design” da planta, definido por séculos de cultivo

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 19:00

Entenda como a Brassica oleracea virou vários vegetais, e por que isso ajuda no cultivo, nas trocas de receita e no dia a dia da cozinha.
Entenda como a Brassica oleracea virou vários vegetais, e por que isso ajuda no cultivo, nas trocas de receita e no dia a dia da cozinha. Crédito: Unsplash

Quem olha rápido pensa que são vegetais separados. Só que couve-flor, brócolis e repolho são variações de uma mesma espécie, e o que muda entre eles é o caminho que a agricultura escolheu para moldar cada parte da planta.

Ao longo de gerações, produtores guardaram sementes das plantas com traços que interessavam mais em cada região. Assim, uma base genética parecida acabou gerando formas bem diferentes, folhas compactas, ramos verdes e cabeças claras.

Brócolis é um dos vegetais mais nutritivos da cozinha por Reprodução

Esse parentesco explica por que eles se comportam de jeitos distintos na panela, mas ainda carregam traços em comum, como sabor característico e boa adaptação a climas mais amenos.

A família por trás do carrinho de compras

Couve-flor, brócolis e repolho pertencem à espécie Brassica oleracea. Na mesma linhagem estão couve e couve-de-bruxelas, que parecem “outros vegetais”, mas surgem do mesmo ponto de origem.

Jordan Price escreveu que “couve-flor, brócolis, repolho, couve e couve-de-bruxelas são versões domesticadas da mesma planta selvagem, a Brassica oleracea”. A frase amarra a ideia de que a diferença é resultado de seleção.

A planta ancestral crescia em áreas costeiras rochosas, e era menos vistosa do que as versões atuais. Com o tempo, a repetição de escolhas, folha maior aqui, haste mais forte ali, foi criando novas “caras” para a mesma espécie.

O repolho se destaca pelas folhas que se fecham para dentro e viram uma cabeça firme. A couve-flor mantém folhas que envolvem e protegem a parte central, enquanto a estrutura que se come é formada por botões florais compactados.

No brócolis, a planta prioriza hastes e ramos com pequenos botões. Jordan Price explicou assim: “a couve-flor é uma massa compacta de botões florais imaturos, enquanto o brócolis é um buquê ramificado de botões em hastes mais longas”.

Na prática, isso cria experiências diferentes. O repolho dá volume e sustenta cozimentos longos. O brócolis aceita vapor e salteado sem perder cor. A couve-flor funciona bem assada, cozida e triturada, sem virar só “massa”.

O ambiente que costuma favorecer essas variedades

Apesar das formas variadas, as brassicas tendem a preferir clima ameno a frio. Elas lidam melhor com geadas leves do que com calor intenso, e pedem solo fértil, drenado e rico em matéria orgânica.

A rega precisa manter o solo úmido, mas não encharcado. Além disso, muitos cultivadores alternam o plantio com outras culturas, o que ajuda a evitar doenças do solo e a manter nutrientes em equilíbrio.

A couve-flor virou queridinha por ser leve e adaptável. Jordan Price escreveu que ela “reúne vitaminas A, C e K, além de minerais como cálcio, ferro, potássio e fósforo, em um pacote de baixa caloria”.

O texto também aponta fibras e compostos vegetais presentes nos floretes. Além disso, a couve-flor combina com temperos e molhos, o que facilita incluir o vegetal no dia a dia sem cair na repetição.

Jordan Price resumiu o uso culinário em uma frase: “poucos vegetais se adaptam tão facilmente: de floretes crus na lancheira a sopas cremosas, arroz ‘falso’ e hambúrgueres veganos”. É um retrato fiel do que ela faz na cozinha.