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Carlinhos Brown e Orquestra Ouro Preto retornam à Concha Acústica com concerto “Afrossinfonicidade”

Espetáculo acontece neste sábado (18)

  • Foto do(a) author(a) Maria Raquel Brito
  • Maria Raquel Brito

Publicado em 16 de outubro de 2025 às 06:30

Carlinhos Brown e o maestro Paulo Malheiros em concerto de Belo Horizonte
Carlinhos Brown e o maestro Paulo Malheiros em concerto de Belo Horizonte Crédito: Rapha Garcia/Divulgação

A sinfonia das cordas e a liberdade da percussão se encontram no palco da Concha Acústica do Teatro Castro Alves neste sábado (18). É o concerto Afrossinfonicidade, comandado por Carlinhos Brown e a Orquestra Ouro Preto, que retorna a Salvador para mais uma edição. Os ingressos custam entre R$60 (meia entrada) e R$120,00 (inteira).

“Todo espetáculo é especial, mas é claro que estar perto dos meus é singular. Estamos trazendo algumas novidades no repertório e iremos explorar ainda mais as minhas composições. Quem assistiu da primeira vez, vai poder se encantar novamente e se surpreender também. Para quem ainda não viu, essa será uma nova chance de estar conosco em um encontro que é mais que um concerto, é uma celebração da vida e da música”, antecipa Brown.

No repertório, sucessos do cantor baiano se unem à potência da Orquestra regida por Rodrigo Toffolo. Os fãs e admiradores poderão cantar junto músicas que ecoam nos quatro cantos do país, seja solo ou ao lado dos Tribalistas, como “Amor I Love You”, “Já Sei Namorar” e “Vilarejo”, assim como canções que revelam a força poética das composições de Brown, como “Segue o Seco”, “Maria de Verdade” e “ECT”.

Carlinhos Brown explica que o que guiou a escolha do repertório foi justamente o teor sinfônico das canções. As músicas precisam ter adaptações, mas se já existem arranjos de cordas nelas, isso facilita que o arranjador gere linhas melódicas para cada instrumento da orquestra. “Dentro desses critérios, escolhemos canções que fazem parte de toda a minha trajetória, tanto na minha carreira solo, como com os Tribalistas, mas essencialmente como compositor”, diz.

Das mais lentas às dançantes, todas as canções que integram o espetáculo foram revisitadas em arranjos grandiosos do músico e arranjador Paulo Malheiros após a definição do repertório. A ideia foi adaptar as músicas para o formato orquestral sem abrir mão dos instrumentos de percussão, como berimbau, atabaque e os tambores.

“O Carlinhos Brown compositor é o foco principal de nosso projeto, em que poder esculpir cada detalhe de nossa paisagem sonora tem sido um processo intenso e de muitas aprendizagens. Temos conosco músicos que cresceram ao lado de Brown trazendo o vigor e o balanço da percussão em sua mais alta performance”, conta o maestro Rodrigo Toffolo.

Brown descreve o espetáculo como "uma celebração da vida, do povo e daquilo que nunca se apaga" por Rapha Garcia/Divulgação

O maestro define Ouro Preto e Salvador como “cidades co-irmãs, da beleza arquitetônica de seus casarões e templos barrocos aos movimentos de liberdade e de criação de uma identidade brasileira”. Para ele, trazer o espetáculo para a capital baiana é especial.

“Castro Alves e Castro Lobo nos dão a bênção para que Carlinhos Brown e a Orquestra Ouro Preto possam se juntar em torno do conceito da Afrosinfonicidade, onde cordas e percussão se encontram entre as montanhas de Minas e o mar de cor única da Bahia”, diz.

Conexão musical

Desde que Carlinhos Brown e a Orquestra Ouro Preto dividiram o palco pela primeira vez, a percussão baiana abraçou os violinos mineiros e nasceu uma irmandade que ultrapassa fronteiras. A ideia de unir as sonoridades partiu do maestro Toffolo e foi prontamente aceita por Brown.

O primeiro concerto aconteceu em maio de 2024. Hoje, a caravana já passou por cidades como Ouro Preto, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, além da própria capital baiana, onde o espetáculo desembarcou pela primeira vez em setembro de 2024. “A simbiose foi extremamente harmônica. Com o passar do tempo e mais encontros, nossa união tem sido cada vez mais consonante”, celebra Brown.

Segundo o cantor, promover esse diálogo entre diferentes estilos musicais num só concerto é essencial, e instrumentos de percussão, como o berimbau e o timbal, também são clássicos. “Afinal, eles vêm até antes de instrumentos como os violinos. O berimbau é um dos primeiros instrumentos de corda do mundo. A música precisa de mudanças e a força da música do futuro está muito no passado, no êxito do que foi construído.”

O maestro Rodrigo Toffolo concorda. Para ele, a música é uma só e é assim que tem que ser: uma arte que torna todos mais humanos. Se Brown traz em sua música a baianidade, a força dos terreiros e o batuque do carnaval, a Orquestra leva a música de concerto para além dos muros habituais. Quando se juntam, a intenção é mostrar que não há fronteiras para a música feita com alma e dedicação.

“A vida é a arte do encontro, já nos alertou o poetinha, e este é um encontro mais que possível, um encontro em que diferentes públicos saem fortalecidos, representados e energizados com a possibilidade infinita que uma Orquestra possui”, diz Toffolo.