CPI aprova quebra de sigilo bancário de Tatá Werneck e Cauã Reymond

Atores são investigados pela atuação em propagandas da empresa Atlas Quantum

  • D
  • Da Redação

Publicado em 23 de agosto de 2023 às 20:38

Tatá Werneck e Cauã Reymond em cena de
Tatá Werneck e Cauã Reymond em cena de "Uma Quase Dupla" Crédito: Divulgação

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Pirâmides Financeiras aprovou a quebra de sigilo bancário dos atores Cauã Raymond, Tatá Werneck, e do apresentador Marcelo Tas. A decisão foi divulgada no site oficial da Câmara dos Deputados após reunião nesta quarta-feira (23).

Os atores são investigados pela atuação em propagandas da empresa Atlas Quantum. O dono da empresa também teve a quebra de seu sigilo bancário autorizado.

O pedido foi do deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP). "Requer que esta CPI decrete a quebra do sigilo bancário da empresa Atlas Quantum, pertencente à Rodrigo Marques dos Santos, CNPJ Nº 31.049.719/0001-40, e dos contratados, os senhores Cauã Reymond Marques e Marcelo Tristão Athayde de Souza, e a senhora Talita Werneck Arguelhes, assim como o acesso aos contratos e aos dados do pagador relativos às campanhas realizadas"

A empresa foi acusada de aplicar golpes de mais de R$ 7 bilhões, prejudicando 200 mil investidores. Tatá, Cauã e Tas participaram de campanhas publicitárias.

Cauã e Tatá deram, na época, depoimentos falando sobre por que acreditavam na empresa e no investimento em criptomoedas. "Eu acho que as pessoas vão perceber que é um percurso natural, que elas precisam começar a ter maior controle sobre os seus gastos", diz Tatá. "Eu fiquei interessada por ter o domínio sobre algo que eu luto tanto e sempre lutei tanto para conseguir".

Os dois atores ainda participaram de um evento transmitido ao vivo nas plataformas digitais para divulgar a empresa e os seus serviços. "Eu acho que as criptomoedas estão aí e a gente precisa olhar para elas", diz Cauã. "Tenho alguns amigos que estão investindo e eles estão muito felizes."

Ao UOL, os advogados de Tatá afirmaram que a atriz era apenas uma prestadora de serviços que atuou como garota propaganda há cinco anos.