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Escritora baiana se destaca com romances focados na cultura sul-coreana

Stefanie Cabanelas, que já tem dois títulos publicados – Dia de Primavera e Um Verão Entre Nós –, atualmente está produzindo um novo livro

  • Foto do(a) author(a) Márcia Luz
  • Foto do(a) author(a) Gabriela Cruz
  • Márcia Luz

  • Gabriela Cruz

Publicado em 28 de fevereiro de 2026 às 12:12

Stefanie Cabanelas
Stefanie Cabanelas Crédito: arquivo pessoal

A paixão pela cultura sul-coreana – despertada pelas séries, filmes e pela admiração pelo K-pop, principalmente pelo grupo BTS – deu à jornalista baiana Stefanie Cabanelas a coragem de se lançar como escritora.

Autora dos livros já publicados – Dia de Primavera e Um Verão Entre Nós –, ela prepara sua terceira obra. São dois romances com um pé na ficção de cura, difundida pela literatura coreana. No primeiro, além da história de amor entre uma brasileira e um coreano, ela mostra como esse relacionamento convive com o processo preparatório para a formação de um grupo de K-pop; no segundo, a história de amor tem como cenário a cidade de Barcelona, onde um casal se aproxima, mas ele é um idol coreano que vive a pressão imposta pela indústria pop.

Stefanie Cabanelas por arquivo pessoal

Dia de Primavera foi o livro escolhido pelo Clube do Livro Soul Seven para ser lido e debatido no mês de março. O encontro acontece presencialmente em Salvador e, desta vez, contará com a participação da escritora. Para saber como participar, acesse o perfil no Instagram @soulsevenclub. Já para adquirir as publicações e outros produtos da autora, basta acessar o site omundodaste.com.

Como você se descobriu escritora e como foi a sua aproximação com a cultura coreana?

Eu me descobri escritora muito nova. Desde os 13 ou 14 anos já escrevia. Comecei fazendo uma fanfic do One Direction na adolescência. Inclusive, postei uma delas em um blog independente, mas o restante sempre acabava guardando para mim; fazia apenas por hobby. No segundo semestre de jornalismo, durante as férias, acabei escrevendo um livro inteiro e o arquivei. Escrevia, mas nunca tinha coragem de publicar.

Depois disso, passei muitos anos sem escrever; produzia apenas textos relacionados ao trabalho. Quando comecei a gostar do BTS, em 2021, voltei a escrever, começando com uma fanfic do grupo que, inclusive, hoje deu origem aos meus livros originais publicados. Quando os conheci melhor, me identifiquei e me inspirei muito na verdade deles. Até hoje são uma grande inspiração para mim. A partir disso, comecei a me interessar pela cultura coreana e sigo até agora.

Podemos considerar os seus livros literatura de cura?

Eu amei essa pergunta, porque meu livro não é classificado como ficção de cura, mas a maioria das pessoas me dá esse feedback, dizendo que muitas mensagens parecem um recado direto para elas. Em todos os meus livros – os já publicados e os que ainda vou lançar – sempre deixo alguma mensagem por trás da ficção, porque, apesar de ser uma história de romance entre um idol e uma brasileira, no fim das contas há situações que tratam de sentimentos humanos.

Toda essa mensagem que recebi, inclusive do BTS, sobre seguir nossos sonhos e fazer o que faz sentido para a nossa vida, quis colocar dentro dos meus livros e quero continuar fazendo isso. Não acho que seja exatamente ficção de cura, porque é, antes de tudo, romance, mas acredito que dá para mergulhar nesse universo. Digamos que o gênero principal seja romance e o subgênero, ficção de cura.

Muitas leitoras já seguiram conselhos presentes nas histórias. Já ouvi relatos de pessoas que começaram a perseguir seus próprios sonhos; uma delas, inclusive, trocou de faculdade depois de ler meu livro. Ela disse que a obra foi um grande incentivo para tomar essa decisão. Tenho diversos outros relatos que são mágicos para mim.

Seus livros trazem essa conexão com a cultura coreana. Quais sonhos você já realizou a partir disso e onde espera que suas publicações cheguem?

Além do sonho de publicar um livro, eu queria escrever algo que tocasse as pessoas, e isso já vem acontecendo, como vemos nesses relatos. Cresci com a proximidade de artistas que me incentivavam a correr atrás dos meus sonhos, especialmente o BTS. Acho que o principal motivo de eu ter me afeiçoado ao grupo foi a trajetória deles e o fato de nunca terem desistido dos próprios objetivos, por mais difíceis que fossem. Isso me inspirou muito.

Sou pisciana, 100% sonhadora. Quero que meus livros se expandam. Desejo traduzi-los para outros idiomas, porque não quero que essa vontade de tocar o coração das pessoas fique restrita a quem sabe ler português. Expandir para outros idiomas é uma grande meta, assim como ver meus livros distribuídos no exterior.

Quais os maiores desafios de se tornar escritora no Brasil?

Atualmente, a maior dificuldade que enfrento como autora independente no Brasil é a falta de credibilidade. Muitas pessoas desvalorizam meus livros, especialmente em relação ao preço. Quando digo que custam entre R$ 55 e R$ 60, há quem se espante, mas não faz ideia de quanto preciso investir sozinha para imprimir, pagar revisora, leitura crítica, diagramação e ilustração original.

Não tenho editora; eu mesma gerencio tudo. Todos os custos são meus. Quando você chega a um lugar e as pessoas questionam o valor do seu trabalho, é muito triste.

Quem é o seu maior público?

Cerca de 90% são pessoas que consomem K-drama e K-pop, mas também tenho uma parcela de leitores que não gostam de nenhum dos dois e adoraram meus livros.

Já tem novos projetos literários? Está escrevendo algo no momento?

Sim, já tenho novos projetos. Estou escrevendo meu terceiro livro, que pretendo lançar ainda este ano. É a continuação de Um Verão Entre Nós, lançado no ano passado.

Quais são os seus livros e autores favoritos?

Meu livro favorito da vida é O Alquimista, de Paulo Coelho. Já devo tê-lo lido mais de cinco vezes e, em todas elas, parece haver uma mensagem que eu precisava escutar naquele momento. É uma obra que mudou minha vida e indico para todo mundo.

Outro livro que considero muito bom é Como Tigres na Neve, de Jurea Kim, com personagens bem construídos que acompanhamos desde a infância até a vida adulta. A história começa durante a ocupação japonesa na Coreia e atravessa a Segunda Guerra Mundial, mostrando como os coreanos eram tratados e o processo de libertação. É um romance com contexto histórico forte e personagens marcantes.

Também gosto muito de Relatos de Um Gato Viajante, de Hiro Arikawa, que narra a vida de um gato adotado que viaja pelo Japão com seu dono. A leitura dá a sensação de conhecer o país junto com os personagens.

Sobre autores coreanos favoritos, é difícil nomear, porque já li muitos livros de autores diferentes, mas apenas uma obra de cada. Posso citar alguns títulos que gostei bastante: Como Tigres na Neve, de Jurea Kim; Bem-vindos à Livraria Hyunam-dong, de Hwang Bo-reum; A Inconveniente Loja de Conveniência, de Kim Ho-yeon; e Amêndoas, de Won-pyung Sohn.

Se fosse montar uma playlist para acompanhar a leitura dos seus livros, quais músicas entrariam?

Essa pergunta é engraçada porque eu amo escrever ouvindo música instrumental, especialmente trilhas de doramas e filmes, já que isso me ajuda a construir os sentimentos dos personagens. Gostei tanto dessa ideia que incluí QR codes nos livros para que os leitores possam escanear e acompanhar trechos com música. Todos os meus livros têm playlists, inclusive dos personagens.

Para ouvir as playlists, acesse: linktr.ee/playlistdospersonagensdaste

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Annyeong