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O Diabo Veste Prada 2 revisita clássico em meio a mudanças na moda e no jornalismo

Sequência estreia nos cinemas nesta quinta-feira (30)

  • Foto do(a) author(a) Maria Raquel Brito
  • Maria Raquel Brito

Publicado em 30 de abril de 2026 às 05:00

O Diabo Veste Prada 2
Meryl Streep e Anne Hathaway são Miranda Priestly e Andy Sachs Crédito: Divulgação

Uma jovem recém-saída da universidade anseia pelo início da própria carreira. Uma entrevista de emprego após a outra, ela cai de paraquedas na redação da maior revista de moda dos Estados Unidos e se depara com a “mulher-dragão” do mundo da moda: Miranda Priestly. Essa história você provavelmente já conhece – afinal, O Diabo Veste Prada marcou toda uma geração desde que foi lançado, em 2006.

Vinte anos depois, as pulsantes ruas de Nova York e os escritórios da Runway estão de volta às telonas. Em O Diabo Veste Prada 2, que estreia nesta quinta-feira (30) nos cinemas, acompanhamos as mudanças no mundo da moda e no jornalismo, e como cada personagem lida com isso. Assim como o longa original, a sequência é dirigida por David Frankel, com roteiro de Aline Brosh McKenna.

Miranda e Nigel em O Diabo Veste Prada 2 por Divulgação

Além dos personagens icônicos, como Emily (Emily Blunt) e Nigel (Stanley Tucci), novos entram em cena, interpretados por Kenneth Branagh, Simone Ashley, Justin Theroux, Lucy Liu, B.J. Novak e Conrad Ricamora. O filme conta também com participações especiais de grandes nomes da moda, como Donatella Versace e Marc Jacobs, além da cantora Lady Gaga.

Inicialmente, os realizadores de O Diabo Veste Prada não queriam fazer uma continuação. Claro, houve conversas sobre uma sequência logo após o lançamento e com o sucesso estrondoso do filme. Mas, na época, a equipe sentiu que havia “contado uma história fechada”

Foi a passagem de tempo que inspirou a equipe a cogitar um novo capítulo. Citando as mudanças tecnológicas e, especialmente, no jornalismo impresso que ocorreram nas duas décadas que separam os dois filmes, diretor e roteirista começaram a imaginar como figuras como Miranda Priestly e Andy Sachs estariam atualmente.

“O negócio [das revistas impressas] evaporou de tal forma que todos estão tentando descobrir como fazê-lo funcionar. É nessa atmosfera que a tensão e a trama se desenvolvem, e todas as coisas que as pessoas precisam fazer para tocar o barco nesses tempos turbulentos que vêm à tona”, explicou Meryl Streep.

A crise enfrentada no jornalismo impresso, com demissões em massa e transformações em prol dos novos formatos de consumo, são um tema recorrente no filme. A dificuldade inicial de Andy em conseguir visualizações em suas reportagens é o que a leva a uma personagem importante para a trama – e ao início de seu reconhecimento como editora sênior na Runway.

Nostalgia e atualização

Dos cintos azuis no início do filme à sopa que Andy escolhe tomar no refeitório, O Diabo Veste Prada 2 é repleto de referências ao filme de 2006. A nostalgia, claro, toma conta: entender os acenos ao original e matar a saudade de personagens tão queridos são elementos que fazem com que o espectador se conecte com a nova narrativa.

O que vem ao fim das duas horas de filme, porém, é a sensação de ter assistido várias narrativas em uma, em uma execução divertida, mas morna, com soluções frágeis e pouco viáveis na vida real. São as dinâmicas entre os protagonistas que fazem a essência dos filmes se manter. A superioridade de Miranda e as tentativas de Andy de conseguir sua aprovação, a personalidade mordaz de Emily e a amizade complexa de Miranda e Nigel.

É nas relações que está também uma adição quase desnecessária. Como um bom clássico, O Diabo Veste Prada continua a gerar discussões, e uma das principais gira em torno do papel de Nate (Adrian Grenier), então namorado de Andy, na trama. Seria ele o verdadeiro vilão do filme? Fica a critério do espectador. Na sequência, porém, a protagonista está solteira e diz que não encontrou uma pessoa compatível. Pelo menos até a metade do filme, quando conhece Peter (Patrick Brammall).

Veja bem: não é um problema que Andy tenha um par romântico. É bom, por um lado, por mostrar que ela pode estar com alguém que entenda e tenha interesse pelo trabalho dela. Por outro, esse equilíbrio entre trabalho e vida pessoal já se faz presente nas outras relações dela, que são melhor exploradas agora.

Adicionar um romance para mostrar a evolução dela, ou algo do tipo, pode chegar muito perto da noção de que a vida de uma mulher não está completa sem ter uma alma gêmea do lado, mesmo tendo um trabalho estável e boas relações com amigos.

O Diabo Veste Prada 2 não é um filme ruim. Tem humor, ótimos atores com muita química, e figurinos hipnotizantes. Caso não conhecêssemos aqueles personagens e a história original, este se sustentaria como uma trama independente sem muitas dificuldades. Mas, no fim das contas, é realmente difícil se igualar ao original.