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Da Redação
Publicado em 27 de abril de 2014 às 14:02
- Atualizado há 3 anos
O'Esquenta' deste domingo (27) homenageou o dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, morto por um tiro na última terça-feira (22) no Rio de Janeiro, O rapaz, fazia parte do Bonde da Madrugada, que se apresenta na atração semanalmente. Com um discurso emocionado, Regina Casé falou sobre a dificuldade em apresentar o programa após a perda do rapaz.Foto: Duivulgação"O programa era para ser só alegria, mas a realidade da periferia brasileira se impõe sobre os assuntos discutidos. Não escolhi fazerum programa jornalístico. Hoje, infelizmente, não vamos colocar no ar o programa lindo que já estava pronto. Saímos do velório sem conseguir pensar em nada, mas precisando pensar em tudo", disse.A plateia estava toda de branco e contou com alguns artistas que conheceram DG no 'Esquenta' ou em festas no Rio de Janeiro, como Leandra Leal, Carolina Dieckmann, Fernanda Torres, Preta Gil e Fernanda Paes Leme, que se emocionaram mundo. "Vivi momentos tão alegres com o DG e nem o conhecia. Fiquei chocada ao saber que ele é mais uma vítima da nossa desigualdade", Fernanda Torres.Entenda o casoO corpo de Douglas Rafael, que se apresentava como dançarino no programa Esquenta, da TV Globo, foi encontrado dentro de uma escola municipal do Pavão-Pavãozinho por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade na última terça-feira (22). De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o laudo de local apontou que as escoriações no corpo de Douglas são compatíveis com morte ocasionada por queda. Mas na manhã da quarta-feira (23) o resultado do atestado de óbito dizia que o falecimento foi causado por "hemorragia interna decorrente de laceração pulmonar decorrente de ferimento transfixante do tórax. Ação pérfuro-contundente". Em outras palavras, o tórax de DG foi perfurado por um objeto – podendo, inclusive, ser uma bala –, com pontos de entrada e saída, o pulmão sangrou demais e ele não resistiu aos ferimentos.A morte de Douglas Rafael, de 26 anos, provocou um protesto dos moradores, que acenderam fogueiras e fizeram barricadas nas vias de acesso à comunidade. A manifestação obrigou a interdição ao tráfego da Avenida Nossa Senhora de Copacabana e da Rua Raul Pompéia, duas das mais importantes vias do bairro de Copacabana, no trecho próximo à favela. A saída da estação Ipanema do metrô para a Rua Sá Ferreira também foi fechada.Reportagem iBahia'Esquenta' homenageia dançarino 'DG' em programa especial>