Ambulantes voltam a fazer protesto na Barra: "Não sabem as normas da cidade", diz prefeitura

Segundo a prefeitura, o grupo que participou das manifestações é do interior e desconhece o ordenamento de Salvador

Publicado em 9 de fevereiro de 2016 às 15:28

- Atualizado há 10 meses

Um grupo com cerca de 50 vendedores ambulantes voltaram a protestar nesta terça-feira (9) contra a venda exclusiva de uma marca de cerveja nos circuitos oficiais do Carnaval de Salvador neste ano. Segundo a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), o grupo que participou das manifestações é do interior e não conhece as normas da cidade. Ainda de acordo com a pasta, a venda de outras marcas não será liberada.

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Os manifestantes se reuniram na frente do Farol da Barra por volta das 11h. Eles chegaram a colocar fogo em pedaços de papelão, mas o fogo foi rapidamente apagado e o local limpo pela prefeitura.Ambulantes queimaram papelão na Barra, durante protesto, e atrasaram saída de trios(Foto: Murilo Neves/Leitor Correio)Nesta segunda-feira (8), por volta das 15h, o grupo ateou fogo em pedaços de madeiras em dois pontos do circuito Barra-Ondina. Por conta do protesto, o desfile do Dodô, com saída de Bell Marques, atrasou em 40 minutos. 

O protesto desta terça-feira foi finalizado por volta das 12h30, depois que a Polícia Militar e representantes da Prefeitura estiveram no local e negociaram a liberação do trecho. Mesmo sendo o último dia de Carnaval, os vendedores ambulantes disseram que vão continuar em protesto até a venda de outras marcas ser liberada.

A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) informou que as normas para exercer as atividades de comércio no Carnaval foram estabelecidas bem antes da festa, principalmente no que diz respeito à exclusividade das marcas.

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Segundo a secretária Rosemma Maluf, essa não é a primeira vez que o esquema é adotado na festa, já que o Carnaval foi patrocinado e houve a exigência de venda exclusiva.

"Tá controlado. Muitos desses ambulantes são do interior. São ambulantes de oportunidade, que não trabalham regularmente no dia a dia da cidade. Não sabem as normas, desconhecem o ordenamento que é feito em Salvador, de forma pacífica e ordeira, e fizeram resistência às nossas normas. A maioria dos manifestantes é de Feira de Santana, Cruz das Almas e Alagoinhas. Por isso, a reação".

ApreensõesDesde o primeiro dia de Carnaval (3), até às 7h da manhã desta terça-feira (9), os agentes de fiscalização da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), já realizaram 57.152 de apreensões de equipamentos irregulares, utilizados por comerciantes informais nos principais circuitos da folia.