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Pedro Carreiro
Publicado em 26 de maio de 2026 às 18:36
Você se lembra do que estava fazendo em 11 de abril? Foi justamente nesse dia a última vez que o Bahia venceu uma partida. Na ocasião, o Esquadrão bateu o Mirassol por 2x1, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Desde então, já se passou mais de um mês sem triunfos, em uma sequência que acumula cinco derrotas e três empates, a maior sequência sem vitórias do clube desde a chegada de Rogério Ceni, em setembro de 2023. >
Mas o cenário, que já é preocupante, pode ficar ainda pior. Caso o time não vença o Botafogo neste sábado (30), às 17h30, na Arena Fonte Nova, pela 18ª rodada do Brasileirão, o Tricolor alcançará a marca de mais de três meses sem vencer. Isso porque a equipe só voltará a campo no dia 22 de julho, contra o Atlético-MG, pela última rodada do primeiro turno, em razão da pausa no calendário para a disputa da Copa do Mundo.>
Sequência sem triunfos do Bahia
“Pode ser falta de confiança. Acho que é um time que se incentiva bastante, grita muito no vestiário. Hoje [contra o Coritiba] foi uma desatenção coletiva nos dois primeiros gols. O terceiro gol é um gol difícil de marcar, mesmo sabendo que é o forte deles. Nos dois primeiros a gente poderia ter um comportamento defensivo melhor. Talvez entre um pouco da falta de confiança. Não sei o que dizer, a gente produz, mas cede muito fácil os gols aos adversários”, analisou Ceni sobre o momento vivido pela equipe.>
Além da pressão pelos resultados, um novo tropeço diante do Botafogo também representaria um recorde negativo para o Bahia na “era City”. Desde que o Grupo City oficializou a aquisição da SAF tricolor, em maio de 2023, os maiores jejuns sem vitórias da equipe haviam sido registrados sob o comando de Renato Paiva, também em 2023.>
A primeira sequência, entre maio e junho, teve três derrotas e cinco empates, incluindo a eliminação na Copa do Brasil. Já a segunda, entre junho e julho, terminou com cinco empates e três derrotas.>
Vale lembrar que os dois períodos foram separados por apenas uma vitória, sobre o Palmeiras, por 1x0, pela 11ª rodada da Série A. Alguns jogos depois dessa sequência negativa, o treinador português pediu demissão. Foi então que o Grupo City contratou Rogério Ceni, que agora, quase três anos depois, e pode superar a marca negativa do seu antecessor. >
Em meio ao momento turbulento vivido pelo Bahia, Rogério Ceni já admite que mudanças podem acontecer no elenco durante a pausa para a Copa do Mundo e na janela de transferências do segundo semestre, aberta entre 20 de julho e 11 de setembro. A ideia é buscar alternativas para tentar recuperar o desempenho da equipe na segunda metade da temporada.>
“Não tenho o que falar de reformulação, futebol não é assim. Tudo tem custos. Mas lógico que algumas coisas temos que repensar. Jogadores vão chegar, podem haver algumas saídas, faz parte do processo”, afirmou o treinador.>