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Em meio a disputa por herança, mansão de R$ 18 milhões choca por abandono após morte de ídolo da Seleção Brasileira

Imóvel enfrenta mato alto, piscina deteriorada e relatos de furtos enquanto herança segue em disputa judicial

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 6 de maio de 2026 às 07:42

Mansão antes e depois
Mansão antes e depois Crédito: Reprodução

No Guarujá, no litoral de São Paulo, um imóvel avaliado em até R$ 18 milhões aguarda a conclusão de um inventário enquanto se deteriora. Localizada na Praia de Pernambuco, a mansão que pertenceu a um dos maiores ídolos da história do esporte mundial, Pelé, morto no fim de 2022, hoje apresenta sinais claros de abandono.

Sem energia elétrica, com a piscina esverdeada e áreas externas tomadas pelo mato, o casarão enfrenta problemas de manutenção e segurança. Moradores da região relatam que o local tem sido alvo de invasões frequentes, com criminosos utilizando árvores próximas para acessar o terreno e furtar fios de cobre.

O cenário contrasta com o passado do endereço, que já recebeu festas e reuniu celebridades internacionais. O espaço, que ocupa um quarteirão inteiro, conta com campo de futebol, quadra de tênis, bar e piscina - estruturas hoje marcadas pelo desgaste.

Antes e depois da mansão de Pelé por Reprodução

Processo de divisão de bens

Quase três anos após a morte de Edson Arantes do Nascimento, o imóvel segue sem definição final sobre seu futuro. A divisão dos bens ocorre em segredo de Justiça no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Pelo testamento, a viúva Márcia Aoki tem direito a 30% do patrimônio, incluindo a casa. Os 70% restantes serão repartidos entre até oito herdeiros. Como ela optou por não assumir a função de inventariante, a administração ficou sob responsabilidade de Edinho, filho do primeiro casamento.

Também participam da divisão as filhas Kely e Jeniffer, além de Flávia e Sandra - esta última já falecida, com sua parte destinada aos filhos Octavio e Gabriel. Do segundo casamento, estão incluídos Joshua e Celeste. A Justiça ainda reconheceu Gemima, enteada do ex-jogador, como filha socioafetiva.

Apesar do estado atual, a defesa de Edinho contesta a ideia de abandono. Segundo reportagem do G1, que visitou o local, os portões estão enferrujados e vegetação cobreparte da fachada. O advogado Augusto Miglioli afirmou que o imóvel já apresentava problemas estruturais antigos e foi desocupado ainda em vida pelo ex-atleta.

Segundo ele, houve uma falha pontual na segurança em relação aos furtos, mas o espólio atua na recuperação do patrimônio.

Imóvel histórico

O casarão também carrega um histórico de momentos marcantes. Em 1980, o alemão Franz Beckenbauer esteve no local. Já em 2008, o próprio Pelé reuniu antigos companheiros como Coutinho e Pepe na propriedade.

Mesmo após se mudar para uma casa mais adaptada no Jardim Acapulco, por conta das limitações de mobilidade, o ex-jogador manteve vínculo com o endereço. Em 2013, utilizou o espaço para sessões de fisioterapia ao lado da filha Flávia, após uma cirurgia no quadril.

Além disso, a residência serviu de cenário para entrevistas e foi destaque no documentário biográfico da Netflix, registrando em imagens o período em que o local ainda vivia seus dias de prestígio.

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Pele