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Lembra deles? Relembre clubes que já brilharam no Baianão e desapareceram do futebol baiano

Catuense, Colo-Colo, Ipitanga, Juazeiro e outros times já desafiaram a dupla Ba-Vi e mobilizaram torcidas, mas hoje vivem entre a inatividade e a memória dos torcedores

  • Foto do(a) author(a) Moyses Suzart
  • Moyses Suzart

Publicado em 10 de março de 2026 às 10:52

Clubes baianos que já fizeram história
Clubes baianos que já fizeram história Crédito: Divulgação

O futebol baiano vai muito além da dupla Ba-Vi. Ao longo das décadas, o Baianão foi palco para dezenas de clubes do interior e da capital que viveram momentos de protagonismo, desafiaram gigantes e mobilizaram cidades inteiras. Alguns chegaram perto de títulos, outros revelaram jogadores ou protagonizaram campanhas históricas. Muitos deles, porém, acabaram engolidos pelo tempo, pelas dificuldades financeiras e pela falta de calendário no futebol brasileiro.

Em diferentes épocas, equipes como Catuense, Juazeiro, Colo-Colo e Ipitanga chegaram a frequentar as manchetes e a incomodar os favoritos do estado, Bahia e Vitória. Houve quem disputasse finais do Baianão, quem levantasse taças ou quem aparecesse em competições nacionais como Copa do Brasil e Série C. Também houve clubes que surgiram com projetos ambiciosos, casos mais recentes como Cajazeiras e Atlântico, que tentaram ocupar espaços no cenário estadual, mas não conseguiram se sustentar por muito tempo.

Hoje, muitos desses times estão inativos, restritos às categorias de base ou lutando para sobreviver nas divisões inferiores. Alguns sequer têm calendário. Outros vivem apenas na memória de torcedores que lembram de estádios cheios, campanhas surpreendentes e rivalidades regionais. Reunimos abaixo histórias de clubes baianos que já foram destaque no estadual, mas que, por diferentes motivos, acabaram caindo no esquecimento.

Mesmo com algumas campanhas competitivas, o clube nunca conseguiu se consolidar na elite estadual e acabou desaparecendo gradualmente do futebol profissional. Relembre esta turminha que já foram os calos da dupla Ba-Vi. 

Vitória da Conquista Primeiro Passos por Divulgação

Palmeiras do Nordeste

Um campeão baiano sem ganhar o título. O Palmeiras Nordeste Futebol Ltda., de Feira de Santana, surgiu no início dos anos 2000 e rapidamente viveu seu auge. Campeão da Série B do Baiano em 2001, chegou à elite no ano seguinte já com parceria com o Palmeiras de São Paulo. Em 2002 conquistou o título do Baiano, mas sem a presença do Vitória, Bahia e Flu de Feira, que estavam disputando o Nordestão. Aí teve o Super Campeonato Baiano e o Vitória, jogando bem menos, venceu o mata-mata. Chegou a disputar uma Série C. Em 2003 ainda levantou a Taça Estado da Bahia, mas o fim da parceria com o Verdão acelerou o declínio. O clube acabou rebaixado em 2005 e desapareceu do cenário profissional poucos anos depois.

Ipitanga

A torcida do Bahia não gosta muito de lembrar deste time de Lauro de Freitas que tinha um Tucano como mascote e chegou a abandonar seu município natal duas vezes, buscando um lugar que o abrigasse. Tido como carrasco do tricolor, Ipitanga Atlético Clube viveu um período de protagonismo no futebol baiano nos anos 2000. O clube foi campeão da segunda divisão em 2004 e revelou muitos jogadores que se tornaram ídolos do Vitória em 2006 e 2007, como Índio, Apodi, Bida, Garrinchinha e Davi. Em 2005, foi terceiro colocado no Baianão. No ano seguinte, quarto. Virou um clube carimbado no Baianão e chegou a disputar a Série C, mas em 2011, após perder pontos por escalar jogador irregular, foi rebaixado e nunca mais voltou. Problemas internos levaram o Tucano à extinção.

Colo-Colo

O terror do Vitória, o Colo-Colo de Futebol e Regatas, de Ilhéus, foi um dos clubes mais emblemáticos do interior baiano no século XXI. Fundado em 1948, viveu seu auge em 2006, quando conquistou o Campeonato Baiano ao derrotar o Vitória na final, tornando-se um dos raros campeões do interior na era moderna do estadual. Antes dele, o último clube fora da dupla Ba-Vi foi o Flu de Feira, em 1969. Apesar do título histórico e de participações em competições nacionais como a Copa do Brasil e a Série C, o clube entrou em crise financeira na década seguinte, sendo rebaixado em três oportunidades, em 2011, 16 e ano passado. Está sem calendário em 2026, já que abriu mão da Série B deste ano.

Camaçari

O Camaçari Futebol Clube representou a cidade industrial da Região Metropolitana de Salvador e teve presença relevante no Baianão durante os anos 2000. O clube teve destaque nacional ao participar da Copa do Brasil de 1999, eliminando o Paraná Club na primeira fase e sendo eliminado pelo Internacional após empatar sem gols em casa e perder por apenas 1x0 fora de casa. Foi terceiro lugar no Baianão em quatro oportunidades e esteve na elite durante 14 anos seguidos, até ser rebaixado em 2012. Tentou disputar a Série B do Baiano de 2021, mas terminou na lanterna e sem pontuar.

Juazeiro

O Juazeiro Social Clube, fundado em 1995, foi um dos clubes do interior que mais chegaram perto de quebrar a hegemonia da dupla Ba-Vi. Seu grande momento foi o vice-campeonato baiano de 2001, quando perdeu a final para o Bahia. No ano anterior, chegou perto, mas perdeu para o Vitória. O clube também conquistou dois títulos da Série B estadual e participou de competições nacionais como a Série C e a Copa do Brasil. Com o tempo, problemas financeiros e administrativos fizeram o Juazeiro perder protagonismo, sendo ofuscado mais recentemente pela Juazeirense na própria cidade.

Poções

O estádio Estádio Heraldo Curverlo era o terror de qualquer time que fosse jogar contra o Poções. Era um estádio que ultrapassa até o termo raiz. Suas melhores campanhas foram em 2004 e 2007, quando ficou em quarto nas duas. Acabou rebaixado em 2009 e nunca mais voltou. O clube tenta liberar sua principal arma, o Heraldão, mas sequer disputou a segunda divisão do Baiano nos últimos anos.

Conquista Futebol Clube

Fundado em 7 de janeiro de 1978, em Vitória da Conquista, o Conquista foi por décadas uma das forças do futebol amador e semiprofissional do sudoeste baiano. O maior feito foi o título da Série B do Campeonato Baiano em 1994, que garantiu acesso à elite estadual. A equipe disputou algumas edições da primeira divisão, mas nunca conseguiu se firmar entre os protagonistas. Com o surgimento e crescimento do Primeiro Passo Vitória da Conquista nos anos 2000, o Conquista acabou perdendo espaço no cenário local e passou a atuar de forma irregular no futebol profissional, mantendo-se mais ativo nas categorias de base e competições esporádicas. Hoje investe na base e chegou a disputar a Copa SP em 2024.

Leônico

Fundado em 3 de abril de 1940, o Leônico é um dos clubes mais tradicionais de Salvador fora da dupla Bahia e Vitória. Conhecido como “Moleque Travesso”, o clube foi campeão baiano em 1966 e disputou cerca de 30 edições da primeira divisão estadual. A partir dos anos 1990 entrou em declínio esportivo e financeiro, afastando-se do futebol profissional e passando a atuar principalmente em categorias de base e projetos sociais. Ano passado disputou a Série B do Baiano, mas terminou em oitavo.

Ypiranga

O Esporte Clube Ypiranga é um dos clubes mais históricos do futebol baiano, fundado em 1906 em Salvador. É o terceiro maior campeão baiano, com 10 títulos, perdendo apenas para a dupla Ba-Vi. Ele foi o segundo maior campeão até 1989, quando o Vitória chegou ao seu 11º título. Nas últimas décadas alternou retornos pontuais ao futebol profissional com períodos de inatividade. Ano passado disputou a Série B do Baiano, mas não conseguiu subir.

Botafogo (BA)

O Botafogo Sport Club, de Salvador, foi um dos pioneiros do futebol baiano e campeão estadual em sete ocasiões nas primeiras décadas do século passado. O clube teve forte presença no campeonato baiano até meados do século XX, quando começou a perder protagonismo para outras equipes da capital. Com dificuldades financeiras e administrativas, acabou se afastando das competições profissionais e tornou-se uma lembrança histórica do futebol do estado. Depois de um tempo fora da elite, retornou em 2013, com o título da Série B do ano anterior. Foi rebaixado em 2014 e a última vez que tentou subir foi em 2022.

Primeiro Passo Vitória da Conquista

O Esporte Clube Primeiro Passo Vitória da Conquista, fundado em 2005, rapidamente se tornou o principal clube da cidade. Campeão da Série B do Baiano em 2006, o time se consolidou na elite estadual e conquistou cinco títulos da Copa Governador do Estado entre 2010 e 2016. Em 2015 chegou à final do Campeonato Baiano contra o Bahia, após vencer o primeiro jogo por 3 a 0, mas perdeu a decisão no agregado, com uma goleada de 6x0, com Viáfara no gol. Apesar do protagonismo por mais de uma década, o clube acabou enfrentando crises financeiras e foi rebaixado em 2022, após 15 anos disputando a primeira divisão. Está há três anos tentando retornar.

Catuense

A Associação Desportiva Catuense, fundada em 1968 em Catu, foi uma das maiores forças do interior baiano nas décadas de 1980 e 1990. Chegou a disputar o Brasileirão da Série A na década de 80, Série B e Série C, e foi vice-campeão do Baiano quatro vezes. Sua última participação no Baianão foi em 2015.

Serrano

O Serrano Sport Club, de Vitória da Conquista, foi fundado em 1979 e se consolidou como uma das forças do interior baiano nas décadas seguintes. O clube disputou diversas edições da primeira divisão estadual e chegou a participar da Série D do Campeonato Brasileiro em 2015. Em determinado momento transferiu suas atividades para Teixeira de Freitas, tentando ampliar sua base regional, mas o projeto não se sustentou e o clube acabou retornando às origens com atividades reduzidas, principalmente nas categorias de base.

Feirense

O Feirense Futebol Clube, de Feira de Santana, surgiu a partir da reestruturação do antigo Independente Esporte Clube e herdou parte do legado do Palmeiras do Nordeste. O clube conquistou o acesso à elite estadual no início dos anos 2010 e disputou várias edições da primeira divisão, chegando a participar da Copa do Brasil. Apesar da presença constante no futebol baiano durante um período, perdeu força esportiva e financeira, passando a alternar entre a segunda divisão e períodos sem calendário. Chegou a ser terceiro colocado no estadual de 2012, mas foi rebaixado em 2016. Em 2024 disputou a Série B do Baiano, mas não subiu.

Camaçariense

O Sport Clube Camaçariense representou a cidade de Camaçari quando o outro representante se perdeu no tempo. Após o título da Série B do baiano de 2003, chegou a disputar as quartas da primeira divisão no ano seguinte, mas acabou rebaixado em 2006, após torneio da morte com a Catuense. Sua última tentativa de subir novamente foi em 2021, junto com o rival Camaçari, mas ambos ficaram em penúltimo e último, respectivamente. Atualmente só investe em categorias de base.

Redenção

A Associação Desportiva Redenção, de Salvador, teve presença frequente nas divisões de acesso do Campeonato Baiano durante os anos 1990 e 2000. O clube chegou a disputar a primeira divisão estadual, mas nunca conseguiu se firmar entre os principais times do estado. Com poucos recursos e estrutura limitada, passou a ter participações esporádicas na Série B e, nos últimos anos, praticamente desapareceu do futebol profissional. Sua sede era na ladeira da Redenção, em Brotas.

Cajazeiras

O Pituaçu Futebol Clube Cajazeiras surgiu em Salvador na década de 2010 com a proposta de ser um novo projeto empresarial para o futebol baiano. Criado por Igor Manassés e pelo deputado Marcos Manassés, o clube estreou no profissional na Copa Governador do Estado de 2016 e tentou se posicionar como uma “terceira força” estadual. Apesar da ambição inicial, nunca teve impacto esportivo relevante e não chegou a disputar o Baianão da elite. Foi vice do Baiano da 2ª divisão em duas oportunidades, mas na época só o campeão subia. Em 2021, acabou.

Grapiúna

O Grapiúna Atlético Clube, fundado em 11 de março de 1996 em Itabuna, nasceu para suprir o vazio deixado pelo Itabuna Esporte Clube após a paralisação das atividades do tradicional time da cidade na época. O clube conquistou logo em sua primeira participação o vice-campeonato da Série B do Baiano em 1996 e o acesso à elite estadual. Em 1997 disputou sua única edição da primeira divisão, mas fez campanha fraca e acabou rebaixado. Desde então passou a alternar participações na segunda divisão, como em 2022, em que ficou em último.

Madre de Deus

O Esporte Clube Madre de Deus representou o município da Região Metropolitana de Salvador durante os anos 1990 e anos 2000. Em 2008, foi campeão baiano de da 2ª divisão. Foi bem na elite no ano seguinte, mas acabou perdendo seis pontos por colocar jogador irregular e acabou não passando de fase. No ano seguinte, foi rebaixado e não voltou mais para elite. Se encontra inativo.

Cruzeiro de Cruz das Almas

O Cruzeiro Futebol Clube, de Cruz das Almas, teve presença marcante nas divisões inferiores do Campeonato Baiano e chegou a disputar decisões importantes do futebol do interior. Um dos momentos de destaque foi a final da Taça Estado da Bahia de 2003, quando acabou derrotado pelo Palmeiras do Nordeste. Foi vice-campeão do interior no Baiano de 2002. No momento está inativo.

Atlântico

O Atlântico Esporte Clube, de Lauro de Freitas, foi criado em 2005 e rapidamente chegou ao futebol profissional. Ele foi o segundo clube do município, querendo ser mais um protagonista como foi o Ipitanga. Sagrou-se campeão baiano da Série B de 2016, mas fez campanha modesta na elite do ano seguinte. Acabou rebaixado em 2018 e nunca mais foi visto.

Doce Mel

O Doce Mel Esporte Clube tem origem na Associação Desportiva Atlanta, fundada em 1984. O clube conquistou a Série B do Baiano em 1987 e disputou a elite estadual a partir de 1988. Ao longo das décadas passou por mudanças de sede e identidade, atuando em cidades como Ipiaú, Cruz das Almas e Jequié. Apesar de algumas participações recentes na primeira divisão, enfrenta dificuldades para manter estabilidade esportiva e estrutural no futebol profissional.

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