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Alan Pinheiro
Publicado em 7 de maio de 2026 às 16:03
O Bahia enfrenta uma sequência incômoda de quatro jogos sem vencer na temporada. O momento não é positivo e o atacante Erick Pulga concedeu entrevista coletiva em tom de autocrítica, mas também de confiança para o confronto decisivo contra o Cruzeiro, válido pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Para Pulga, voltar a vencer passa diretamente por um ajuste de pontaria e pela força da torcida tricolor.>
"A gente tem que reverter a nossa situação. Não é um momento fácil que a gente está passando. Foi um mês difícil. O Bahia já tem um tempo que não passa meses assim sem vencer e eu acho que a gente tem que voltar a triunfar", afirmou Pulga. O último triunfo da equipe tricolor aconteceu no dia 11 de abril, quando venceu o Mirassol por 2x1.>
Veja momentos de Erick Pulga com a camisa do Bahia
Ao analisar o adversário mineiro, o atacante revelou que espera um confronto disputado contra a Raposa. "A gente vai enfrentar um adversário muito difícil, uma equipe muito qualificada. Eles têm uma parte ofensiva muito forte nesse contra-ataque e a gente tem que trabalhar em cima disso para desempenhar o melhor contra eles", projetou. >
Para o jogador, a atmosfera de Salvador será o diferencial do Bahia. "Jogar em casa, ao lado do nosso torcedor, sempre é mais importante. Eles vão apoiar os 90 minutos e isso nos dá uma motivação a mais", disse.>
Um dos pontos mais repetidos por Erick Pulga foi a dificuldade do time em transformar a superioridade técnica em gols. O confronto contra o São Paulo foi usado como exemplo de uma partida onde o Bahia foi superior, mas saiu castigado pela falta de eficiência. "Se você for analisar tecnicamente e a parte ofensiva, a gente foi muito melhor que o São Paulo, mas estamos pecando muito no último terço. A gente precisa melhorar essa questão e terminar a jogada. Temos que ser mais letais", avaliou.>
Pulga acrescenta que a equipe cria o suficiente para vencer, mas falta o "instinto assassino" para definir os confrontos. "A gente tem que aproveitar mais as oportunidades que está tendo, em casa e fora, porque se a gente não faz, o adversário vai lá e faz", alertou.>
Apesar da fase coletiva turbulenta, individualmente Erick Pulga vive um processo de amadurecimento notável. Em suas duas primeiras temporadas pelo Tricolor, o jogador viu seus números de assistências dispararem de três, em 2024, para oito na temporada passada. De goleador para garçom, o atacante considera que a mudança em sua contribuição em gols aconteceu pela forma de jogar do Bahia. >
"Acho que isso se deve ao estilo de jogo da gente. Eu ajudo bastante na forma de construção da equipe. Eu precisava muito disso, de ter esse passe no último terço. Foi uma melhoria importante para mim dentro do Bahia", explicou.>
Além da parte técnica, Pulga destacou sua evolução tática e física, atribuindo boa parte desse crescimento ao trabalho de Ceni. "Melhorei 90% do que eu era antes em termos de marcação, dedicação, vontade e entrega. Tenho que agradecer ao Rogério pelo que ele vem implantando no dia a dia comigo", disse. >
Sobre o jejum pessoal de gols, não deu para esconder a ansiedade de 12 partidas sem balançar as redes. "Acredito que o gol vai sair naturalmente. Fico feliz pelo meu desempenho em campo e vou trabalhar muito para que ele aconteça logo", deu o recado.>
Mesmo com os questionamentos da torcida, Pulga garantiu que o elenco está psicologicamente blindado e pronto para competir em alto nível no Brasileirão e na Copa do Brasil. Com jogos contra Cruzeiro, Grêmio e Remo no horizonte, a confiança permanece inabalada. "Nossa cabeça está firme, focada no nosso trabalho. É isso que vai fazer a diferença. Estar focado e dedicado fará com que os triunfos venham naturalmente", pontuou.>
"Não tem outra coisa a fazer a não ser trabalhar. É se dedicar mais ainda nos treinos e fazer o que o treinador pede. Isso vai mudar completamente o ciclo que a gente está vivendo", finalizou o camisa 16.>