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Pedro Carreiro
Publicado em 6 de maio de 2026 às 19:20
Abrir o placar em uma partida de futebol não garante a vitória, mas coloca a equipe mais próxima dela. Em contrapartida, sair atrás no marcador torna o caminho para o triunfo mais difícil, e essa tem sido a realidade recente do Bahia. O Esquadrão sofreu o primeiro gol em seus últimos seis jogos, um número que já supera todas as vezes em que o time viu o adversário inaugurar o placar nos 21 primeiros compromissos de 2026. >
Além de se colocar com mais frequência em cenários adversos, nos quais precisa buscar a virada, o Tricolor também vem demonstrando menor poder de reação. Nos cinco primeiros jogos da temporada em que saiu atrás, conseguiu reverter o placar contra o Corinthians, e diante do Vitória, na final do Campeonato Baiano. Também buscou empates contra o Fluminense e novamente contra o rival, sendo superado apenas pelo O’Higgins, na pré-Libertadores. >
Já nas últimas seis partidas em que começou perdendo, o Bahia foi atrás do triunfo apenas contra o Mirassol, enquanto ficou no empate com Santos e São Paulo e acabou derrotado por Palmeiras, Flamengo e Remo, pela Copa do Brasil. >
Jogos em que o Bahia saiu atrás no placar nesta temporada:
Um dos fatores que ajudam a explicar tanto o aumento no número de jogos em que sai atrás quanto a dificuldade de reação está na forma de jogar da equipe. Ao adotar um estilo cada vez mais voltado para transições rápidas ao ataque, o Bahia passa menos tempo com a bola e permite que o adversário tenha mais posse, apostando na recuperação e na exploração de espaços. No entanto, para que essa estratégia funcione, o sistema defensivo precisa estar bem ajustado, o que não tem ocorrido.>
Nos 21 primeiros jogos da temporada, o time sofreu 21 gols. Já nas seis partidas mais recentes, foram 12 gols sofridos. Com uma defesa mais vulnerável e saindo atrás com maior frequência, uma equipe menos propositiva em comparação às últimas temporadas encontra mais obstáculos para reagir. Isso acontece porque, em vantagem no placar, o adversário tende a se expor menos, dificultando a proposta ofensiva do Bahia, que depende justamente de explorar com velocidade os espaços deixados pelos adversários.>
“O Bahia desta temporada está diferente das últimas. Talvez a gente não consiga repetir os últimos anos em alguns quesitos. É um time diferente. A gente não tem mais tanta qualidade técnica no meio. Cauly ajudava muito na parte de construção, na parte técnica. Agora temos mais transição, mais velocidade, jogadores de lado”, explicou o técnico Rogério Ceni.>
“A gente já fez alguns bons jogos em que merecíamos resultados melhores. Posso citar o jogo contra o São Paulo, contra o Santos, contra o Palmeiras. Acho que é um time com peças diferentes, por isso os índices são diferentes, é um time que faz mais transições, e isso vem da característica dos jogadores”, completou.>
Ciente da necessidade de melhorar o desempenho coletivo, especialmente no setor defensivo, para potencializar o jogo de transição ofensiva, Rogério Ceni comandou nesta quarta-feira (6) o segundo dia de treinos no CT Evaristo de Macedo, visando o duelo contra o Cruzeiro no próximo sábado (9), às 21h, na Arena Fonte Nova, pela 15ª rodada da Série A. O elenco volta a treinar na Cidade Tricolor nesta quinta-feira (7), quando realizará a penúltima atividade antes da partida.>