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O esporte de luxo que recebeu investimento milionário de ídolo da Seleção e cresce no Brasil

Fenômeno anuncia plano de 200 quadras de tênis e pádel até 2026 e mira popularizar prática que mistura regras e dinâmica de diferentes esportes

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 5 de maio de 2026 às 06:01

Pádel
Pádel Crédito: Divulgação

Pode até lembrar o tênis à primeira vista, mas o pádel tem dinâmica própria - e é justamente essa combinação que tem impulsionado sua popularidade. A modalidade mistura elementos do tênis e do squash, é sempre disputada em duplas e acontece em uma quadra menor, cercada por paredes que fazem parte do jogo.

No pádel, não basta rebater a bola por cima da rede. Ela pode tocar o vidro ou as grades ao redor da quadra e continuar em disputa, o que torna os pontos mais longos e estratégicos. Essa característica é uma das principais diferenças em relação ao tênis tradicional.

Ronaldo vê projeto por Divulgação

Como funciona o jogo

A quadra mede 20 metros de comprimento por 10 de largura, com piso geralmente de grama sintética. As paredes de vidro no fundo e as grades nas laterais são usadas durante as jogadas, criando um estilo mais dinâmico e imprevisível.

As partidas são sempre em duplas, e a pontuação segue o padrão do tênis: 15, 30, 40 e game. Para vencer, é preciso fechar dois sets. O saque, no entanto, é feito por baixo e de forma cruzada - outra diferença importante.

As raquetes também chamam atenção: não têm cordas e são feitas de materiais como fibra de vidro, carbono e EVA, o que altera o controle e a velocidade da bola.

Origem curiosa

O pádel surgiu ainda no fim do século 19, quando passageiros de um navio adaptaram o tênis ao espaço reduzido disponível a bordo. Décadas depois, em 1924, o esporte foi levado aos Estados Unidos por Frank Beal, ajudando a difundir a prática.

Hoje, a modalidade está presente em cerca de 90 países e soma mais de 25 mil praticantes, com forte crescimento principalmente na Europa e na América do Sul.

Por que o pádel cresce tanto

Parte do sucesso está na facilidade de aprendizado. A quadra menor e a possibilidade de usar as paredes tornam o jogo mais acessível para iniciantes, permitindo que novos praticantes evoluam rapidamente.

Além disso, é um esporte inclusivo, praticado por pessoas de diferentes idades, e que estimula coordenação, reflexos e trabalho em equipe - já que depende da sintonia entre os dois jogadores da dupla.

Outro ponto é a versatilidade: o pádel pode ser jogado tanto em ambientes abertos quanto fechados, em diferentes condições climáticas.

De esporte de nicho a investimento milionário

Antes restrito a clubes mais exclusivos, o pádel passou a chamar atenção de investidores e celebridades. Nomes como Neymar e Zinedine Zidane já demonstraram interesse pela modalidade.

Agora, o esporte também entrou no radar de Ronaldo Nazário, que anunciou planos de investir na construção de quadras no Brasil. A ideia é acompanhar o crescimento global e, ao mesmo tempo, ampliar o acesso no país. “A gente quer popularizar o esporte. Tornar ele mais democrático”, afirmou.