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Presidente da CBF veta slogan 'Vai, Brasa' no uniforme da Seleção e afirma: 'Nosso nome é Brasil'

Samir Xaud rejeita campanha da Nike, reforça identidade verde e amarela e descarta uso de expressão no uniforme até a Copa do Mundo

  • Foto do(a) author(a) Pedro Carreiro
  • Pedro Carreiro

Publicado em 26 de março de 2026 às 15:30

Novo uniforme principal da Seleção Brasileira
Novo uniforme principal da Seleção Brasileira Crédito: Divulgação/Nike

O presidente da CBF, Samir Xaud, afirmou nesta quinta-feira (26) que pretende evitar qualquer tipo de polêmica envolvendo a seleção brasileira. Por isso, decidiu que o slogan “Vai, Brasa!”, criado pela Nike para a campanha do novo uniforme, não será incluído no meião utilizado até a Copa do Mundo. Em tom enfático, declarou: "Nosso nome é Brasil."

Logo no início de sua gestão, Xaud já havia enfrentado controvérsias relacionadas à possível adoção de uma camisa vermelha. A proposta gerou forte repercussão negativa, sendo interpretada por alguns como uma manifestação política por associação à cor do Partido dos Trabalhadores, ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Alegando a preservação da identidade nacional, ele vetou a ideia e reforçou que as cores do Brasil são o verde e amarelo.

Novo uniforme principal da Seleção Brasileira por Divulgação/Nike

Em entrevista à ESPN, o dirigente destacou a necessidade de separar as ações de marketing da patrocinadora das decisões institucionais da entidade. "Primeiramente, temos de dividir o que a Nike, a nossa maior patrocinadora da seleção brasileira faz em relação a seu marketing, em relação ao contrato que a gente pegou de uma gestão anterior, para o que essa nova gestão da CBF acha", afirmou. Segundo ele, todas as decisões agora passam por debate interno, justamente para evitar desgastes, especialmente de cunho político.

Xaud também relembrou a polêmica da camisa vermelha como exemplo dessa postura. "Ao meu conhecimento, a partir do momento em que entrei, já no primeiro mês de gestão, nós nos debruçamos em cima de assuntos importantes e vocês acompanharam comigo, a questão da camisa vermelha, um coisa que de princípio já barramos, pois eu sei da nossa identidade, da nossa cultura como brasileiro, como torcedor", explicou. E reforçou: "Essa questão do patriotismo, sempre deixo claro, independente de lado político, aqui não estamos para fazer política em cima do futebol, principalmente em cima da CBF".

Ederson (Fenerbahçe) por RAFAEL RIBEIRO/CBF

Sobre o slogan “Vai, Brasa!”, o presidente afirmou que não tinha conhecimento prévio da proposta. "Fui pego um pouco de surpresa, o que me foi apresentado quando estava..., não tinha 'Brasa', mas sabíamos que tinha uma campanha publicitária que iria ser feito para Copa em relação a disso", disse. Em seguida, reforçou sua posição: "De antemão, pelo respeito que tenho pela bandeira do Brasil, que todos já sabem, pelo respeito à seleção brasileira, não tem Brasa no nosso uniforme principal".

Ele esclareceu ainda que o uso do termo fazia parte apenas de uma ação publicitária da patrocinadora, sem relação com o uniforme oficial. "Isso foi feito em relação à Nike para campanha publicitária isoladamente, mas deixo claro que nosso uniforme é o nosso manto e é o verde e amarelo. Sempre deixo claro isso."

Por fim, Xaud afirmou que aguardou a reação do público antes de tomar a decisão definitiva. Diante das críticas iniciais, optou por vetar completamente o uso da expressão. "O segundo ponto: a gente foi pego de surpresa, esperou essa repercussão, o que iam falar, um feedback da patrocinadora... Mas estou aqui para esclarecer e tranquilizar a nação brasileira que isso não confere e não vai ter 'Brasa' no nosso futebol. Não vai ter, até porque é respeito ao nosso uniforme e bandeira. Nosso nome é Brasil. Então vai ter Brasil no meião e não 'Brasa'", concluiu.

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Brasil Seleção Brasileira Cbf