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Pedro Carreiro
Publicado em 30 de março de 2026 às 16:25
Vindo de uma derrota dura — não pelo resultado, afinal perder por 2x1 para a França não é nenhum absurdo —, mas pelo desempenho muito abaixo do esperado, a Seleção Brasileira encara a Croácia nesta terça-feira (30), às 21h, no Camping World Stadium, em Orlando. O confronto será o último amistoso da equipe antes da divulgação da lista definitiva de convocados para a Copa do Mundo, programada para 18 de maio. >
Com isso, o duelo contra os croatas representa a última oportunidade para Carlo Ancelotti realizar testes e fazer experimentações. Isso porque o jogo contra o Egito, nos Estados Unidos, em 6 de junho, servirá apenas como um ajuste final com o elenco já definido para a Copa, antes da estreia contra o Marrocos, no dia 13. Esse cenário se tornou ainda mais evidente diante dos vários desfalques para a partida (Alisson, Éder Militão, Wesley, Gabriel Magalhães, Bruno Guimarães, Estêvão, Rodrygo e Raphinha). A ideia inicial do treinador era testar a equipe titular, mas, diante das ausências, houve mudança de abordagem.>
“O objetivo do jogo contra França e Croácia era testar a equipe titular. A equipe titular não está por conta de muitas lesões. Tivemos boa sensação dos jogadores, aumenta a concorrência para a lista final. A ideia não era fazer provas nesses jogos. A ideia era testar a equipe titular. Teremos que buscar outro caminho. Estamos no processo correto. Crítica é normal. Eu tenho muito claro que o mais importante é o resultado, mas para nós o resultado mais importante é o primeiro jogo da Copa do Mundo”, projetou Ancelotti em entrevista coletiva.>
Confira os convocados de Ancelotti para os amistosos contra França e Croácia
Além de ser a última chance para testes, o confronto contra a Croácia também oferece a oportunidade de apagar a má impressão deixada pela atuação diante da França. No entanto, essa não é uma das principais preocupações de Ancelotti, que considera a Seleção no caminho certo para Copa, apesar do aproveitamento de 58,3% sob seu comando (quatro vitórias, dois empates e duas derrotas em oito jogos).>
“Acho que esse período passado aqui, esse ano foi positivo, nos qualificamos primeiro, logo. Depois, nos jogos fizemos muitas avaliações de jogadores que eu não conhecia. Hoje temos uma ideia muito clara, tenho a escalação bastante definida para o primeiro e também bastante definida a lista final. Estamos em um caminho correto, um jogo muito bom, outro jogo um pouco menos... Temos que melhorar obviamente, temos ideia bastante clara do que queremos fazer na Copa do Mundo”, garantiu o treinador.>
“Estamos em um bom ponto nesse caminho, nesse processo vamos estar preparados para os melhores jogos da Copa do Mundo. Precisamos de calma e tranquilidade porque toda a comissão e toda a CBF estão convencidas de que estamos no caminho correto e no ponto correto. Acho que foi um bom trabalho até agora”, acrescentou.>
Esse “caminho correto” passa pelo equilíbrio entre o talento ofensivo e a solidez defensiva. Um time mais pragmático é, na visão do treinador, o modelo ideal para a conquista do hexa — assim como ocorreu no tetra, em 1994, e no penta, em 2002.>
“Está pronto sim. Acho que os últimos dois mundiais que o Brasil ganhou, ganhou por uma fantástica conexão entre o talento e o aspecto defensivo. A história fala muito claro. O Brasil para ganhar Mundial tem que ter talento, e temos, e defender bem. Não há outra via. Só jogo ofensivo não estou convencido”, frisou.>
Sobre o duelo contra a Croácia, o treinador manteve o mistério em relação à escalação, mas confirmou a permanência do esquema com quatro atacantes, além das presenças de Vini Jr. e Marquinhos, este último ausente contra a França por conta de um desconforto na coxa.>
“A escalação de amanhã eu não vou dizer, porque ainda não falei com os jogadores. Vamos fazer mudanças, o sistema não vai mudar. Mais do que quatro atacantes, eu diria: uma equipe que trabalha forte na frente”, explicou.>