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Show marca 15 anos do lançamento da coletânea Kaya no Reggae

A noite do próximo sábado ganha ares de celebração no Armazém Hall com shows de Adão Negro, Mosiah, Lazzo, Dionorina e Sine Calmon

  • Foto do(a) author(a) Ana Pereira
  • Ana Pereira

Publicado em 5 de outubro de 2016 às 12:50

 - Atualizado há 3 anos

A cena do reggae na Bahia viveu bons  momentos nas décadas de 80 e 90. Reunia artistas com projeção nacional, novas bandas, muitos lançamentos e  shows. Um pouco desse cenário foi registrado na coletânea Kaya no Reggae, lançada em 2001 pela Som Livre e que reunia 13 nomes atuantes na época. Alguns consagrados como Edson Gomes, Lazzo, Dionorina, Nengo Vieira e Sine Calmon. Outros em começo de carreira, como as bandas  Diamba, Mosiah, Adão Negro, Scambo, Naya, Massai, Los Baganas e  Reluz. A ideia do projeto foi do jornalista Osmar Marrom Martins e do produtor cultural Tio Bill, responsáveis pela parte artística. Bernardo Araújo e João Portela assinaram a produção executiva e  Hélio Tourinho a direção de produção. De volta aos palcos após quatro anos, a Mosiah é uma das anfitriãs do show Kaya no Reggae (Foto: Divulgação)“O Kaya no Reggae desenhou um mapa daquela cena, foi um marco. Alguns não  continuaram, mas muita gente seguiu seu caminho, se reinventando”, afirma o cantor Serginho, 45 anos, vocalista da Adão Negro. Completando duas décadas de carreira, a Adão é um bom exemplo, já que seguiu firme. “Vimos a queda do mercado fonográfico e a axé music deixar de existir como instituição, mas o reggae sempre encontra um caminho na resistência”, pontua.   FestançaPor isso mesmo, a noite do próximo sábado ganha ares de celebração no Armazém Hall, na show Kaya no Reggae - 15 Anos. A Adão Negro será uma das anfitriãs da noite, e recebe como convidados Lazzo, Dionorina e Sine Calmon. “Ficamos com os veteranos e vamos recebê-los com deferência”, diz Serginho. Ele, Marcos Guimarães (guitarra) e Aurélio (bateria) apresentam canções de várias fases, incluindo Metal Reggae, a música que gravaram na coletânea.A outra anfitriã é a Mosiah, que volta a tocar com a formação original após dez anos. O grupo parou há quatro anos, mas desde o ano passado ensaiava para voltar aos palcos.  O convite para o show de sábado, conta o vocalista Luciano  Leitte, 39, veio a calhar. “Para nós, foi uma proposta muito interessante, vamos dividir a noite com a Adão, uma banda que a gente admira muito, e ainda  receber grandes músicos”. A Mosiah apresenta uma seleção de seus três álbuns e divide os vocais com a Scambo, a Naya e a Los Baganas.