Bahia ainda não vive epidemia de dengue, mas situação preocupa, diz ministra da Saúde

Já são mais de 1,38 milhão de casos prováveis no país

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  • Maysa Polcri

Publicado em 4 de março de 2024 às 15:41

Ação contra focos de dengue
Ação contra focos de dengue Crédito: Ana Lucia Albuquerque/CORREIO

A ministra da Saúde Nísia Trindade falou sobre a situação da dengue na Bahia e no Brasil nesta segunda-feira (4), durante a inauguração do Hospital Ortopédico do Estado, em Salvador. A ministra comparou a situação da Bahia com a de outras regiões do país e se disse preocupada com o aumento explosivo no número de casos. A Bahia registrou, nos dois primeiros meses do ano, oito mortes e mais de 16 mil casos prováveis da doença

"O Brasil teve um aumento explosivo no início deste ano em algumas regiões. A região Nordeste ainda é uma região de menor incidência e, mesmo o estado da Bahia, felizmente, não está em situação de epidemia, é importante dizer isso", falou.

“Os números gerais do Brasil levam a um quadro de preocupação e de emergência em estados e municípios. Apesar disso, a letalidade está mais baixa do que em anos anteriores. Ou seja, nós podemos evitar mortes com o trabalho integrado”, completou. Já são mais de 1,38 milhão de casos prováveis no país, 214 mortes e outros 687 óbitos em investigação.

A Bahia tem 64 cidades em situação de epidemia, segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), na sexta-feira (1°). Os municípios representam 15% de todas as cidades baianas.

“No Brasil, houve uma ação séria discutida e pactuada com o Ministério da Saúde de definição de um plano de contingência. Esse plano contempla a intensificação do combate aos focos do mosquito até o trabalho fortalecido dos agentes de endemia. Além disso, a organização da rede de assistência desde a atenção primária até os hospitais”, finalizou Nísia Trindade.