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Celebrando o papel da mulher negra nas artes, Festival Íyá's é realizado em Salvador

Programação conta com apresentações culturais e atividades formativas; evento segue até sábado (26)

  • Foto do(a) author(a) Gilberto Barbosa
  • Gilberto Barbosa

Publicado em 23 de julho de 2025 às 20:59

Monólogo 'Orúkọ' compôs a programação desta quarta (23) Crédito: Marina Silva/CORREIO

Artistas de todo o país estão em Salvador para o “ÌYÁ’S - Festival de Arte de Mulheres Negras”, que segue até o sábado (26). Em sua quinta edição, o festival tem o objetivo de celebrar o protagonismo da mulher negra nas artes e conta com uma programação composta por atrações artísticas e atividades formativas.

A entrada para os espetáculos e shows custa R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). O ingresso pode ser adquirido pelo Sympla. As outras sessões podem ser acessadas de forma gratuita.

A programação desta quarta (23) teve o monólogo ‘Orúkọ’, no Teatro Gregório de Mattos. Idealizado pela carioca Hilda Maretta, o espetáculo usa as tradições da Congada para refletir sobre a importância dos nomes na construção da identidade e das memórias do povo negro no Brasil.

A peça contou com um público especial, composto por estudantes de escolas municipais, estaduais e associações culturais da capital. Uma delas foi a Associação Artístico- Cultural Odeart, com sede na Estrada das Barreiras, que levou crianças com idade entre 9 e 12 anos para o teatro.

No final da apresentação, os pequenos aplaudiram de pé e correram para conversar com Hilda. “É a primeira vez que eu vejo uma peça e eu gostei muito. Nunca vi tanta interpretação assim, ela foi muito bem e a história estava ótima. Um dia quero ser igual a ela", disse a pequena Ana Luiza Barbosa, 12 anos.

Odeart foi uma das entidades convidadas para a peça Crédito: Marina Silva/CORREIO

Diretora-presidente da Odeart, Andrea Sena enfatizou a relevância da ida ao teatro para as crianças. “Além de verem na prática o que é construído nas aulas de teatro, elas puderam, tendo uma mulher negra como referência, ver que é possível levar a arte para outros espaços. As meninas ficaram muito sensíveis com o espetáculo e saíram daqui encantadas”, falou.

“Para mim, é maravilhoso, porque quando idealizamos um trabalho, não pensamos que ele terá essa dimensão, que será dessa forma. Ver isso se concretizar, ver as pessoas falarem que adoraram, que lembraram da mãe ou da avó nos faz compreender que estamos no caminho certo”, celebrou Hilda.

Diretora e produtora-executiva do ÌYÁ’S, Juliana Monique ressaltou que a participação de crianças no espaço teatral é parte de um compromisso do festival em levar meninos da periferia da capital baiana para os equipamentos culturais.

“Quando fazemos esse movimento, estamos dizendo que esses jovens e suas comunidades têm direito à cidade. Acessar esses equipamentos com dignidade e acolhimento é parte de uma política de acessibilidade, direito à cidade, consciência política e compromisso com a periferia. De nada adiantaria um festival de mulheres negras que não olhasse para as comunidades e dissesse: queremos nosso povo no centro”, afirmou.

"Vir ao teatro é sempre uma dimensão de emoções, de possibilidades, de se abrir para o novo, para se conhecer e reconhecer, além do contato com o artista. Possibilitar essa interação é apresentar um mundo de sonhos para as nossas comunidades que, infelizmente, são violentadas pela falta de políticas públicas”, completou Juliana.

A programação desta quinta (24) começa às 10h com o espetáculo ‘Mukunã - do fio à raiz’, realizado no Espaço Xisto Bahia, no bairro dos Barris. Às 14h, o festival vai para o Café Teatro Nilda Spencer, na Barroquinha, onde acontece a mesa ‘Poéticas e Estéticas de Mulheres Negras’, seguida pela exibição do filme ‘O sonho de Anu e Malunga’. O dia se encerra com a peça ‘ABAYOMI: a resposta está na ancestralidade’, no Espaço Cultural da Barroquinha, às 19h.

*Com orientação do editor Miro Palma