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Chuvas: 126 pessoas estão abrigadas em 13 escolas de Salvador

São 54 famílias que buscaram ajuda da prefeitura até esta terça (9)

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  • Gil Santos

Publicado em 9 de abril de 2024 às 16:27

Moradores caminham com água na altura do joelho Crédito: Arisson Marinho/ CORREIO

As chuvas intensas que atingem Salvador desde o último fim de semana obrigaram 54 famílias a deixarem as casas por conta de alagamentos ou do risco de desabamento. Até a manhã desta terça-feira (9), eram 126 pessoas abrigadas em 13 escolas do município. No local, eles recebem três refeições, lanche, colchão, lençóis, toalhas e kit de higiene, além de atendimento social e encaminhamento para auxílios.

As primeiras famílias começaram a chegar aos abrigos no domingo (7). A maioria saiu de regiões onde as sirenes de alerta de desastres foram acionadas por conta do solo encharcado e do risco de deslizamento de terra. Esse foi o caso da auxiliar de padaria e confeitaria Lindinalva Bastos, 47 anos, que mora no Lobato.

"Minha casa não molhou, eu não perdi nada, mas ela fica em uma área de risco. Eu tenho duas filhas, de 9 e 7 anos, então resolvi sair. Quando a sirene tocou, na segunda-feira, estava chovendo muito forte. Na casa de minha prima a bananeira cedeu e a água invadiu. Foram muitos desastres", contou.

Vice-prefeita Ana Paula Matos durantes visita nas comunidades Crédito: Divulgação 

Ela está na Escola Municipal Coração de Jesus, no Lobato. A unidade concentra o maior número de abrigados, com 45 pessoas. Cerca de 2 mil pessoas já foram cadastradas para receber aluguel social por conta dos transtornos causados pelos temporais.

O titular da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), Júnior Magalhães, afirmou que muitos moradores resistem em deixar as casas, mesmo após o alerta de desastre. Ele pediu que a população não arrisque a própria vida e frisou que os abrigos são uma medida temporária.

"Essa situação não é para perdurar definitivamente, é uma situação provisória. Caso a família necessite, a gente vai ofertar o aluguel social. Se a família teve danos na casa, vamos encaminhar para receber o auxílio emergencial, que pode ser de 1 a 3 salários mínimos. caso tenha tido destruição de bens, como móveis. Mas o que pedimos é que, em caso de acionamento das sirenes, as famílias saiam", explicou.

Em Mussurunga as ruas viraram rios Crédito: Divulgação

Na segunda, todas as 14 sirenes do Sistema de Alerta e Alarme foram acionadas. As localidades em emergência são: Mamede, Bom Juá, Irmã Dulce, Mangabeira 1, Mangabeira 2, Calabetão, Vila Picasso, Creche, Moscou, Voluntários da Pátria, Baixa do Cacau, Bosque Real e Olaria.

As sirenes são acionadas pela Defesa Civil de Salvador (Codesal) quando são registradas chuvas fortes - acima de 150 mm em 72 horas. Na manhã desta terça-feira, motoristas precisaram trafegar abaixo de 40km/h na Avenida Mário Real Ferreira (Bonocô) por conta da baixa visibilidade e do espelho d'água que se formou no asfalto. Em alguns pontos houve alagamentos e foi preciso acender os faróis.

Parte de um barranco deslizou no Acesso Norte, depois do viaduto da Avenida Luís Eduardo Magalhães, mas ficou sob o acostamento e a pista não foi afetada. Na localidade de Baixinha de Mussurunga moradores caminharam com a água na altura da coxa. A vice-prefeita e secretária municipal de Saúde, Ana Paula Matos, esteve no local e informou que um muro será derrubado e uma via será alargada para escoar a água. Cerca de 100 famílias foram afetadas.

"Vamos fazer um estudo de engenharia para saber qual será a solução definitiva. De imediato, a Sempre fez o mapeamento da área e atendeu as vítimas pessoas que foram afetadas pela chuva", explicou.

A Codesal também emite alertas para que você não seja pego de surpresa. Envie um SMS para 40199 e informe o número de seu CEP e receba os boletins de alerta da Defesa Civil. O serviço é gratuito.