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Cliente do Santander tem conta encerrada por não ter ‘perfil’ e denuncia preconceito em Salvador

A ativista social Barbára Trindade foi informada sobre o fim da conta através de carta

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 10 de abril de 2026 às 18:42

Cliente gravou vídeos relatando a situação nesta sexta-feira (10)
Cliente gravou vídeos relatando a situação nesta sexta-feira (10) Crédito: Acervo pessoal

A ativista social Bárbara Trindade, moradora de Salvador, foi surpreendida por uma carta recebida em casa na quinta-feira (9). No documento, o Santander, do qual é cliente há mais de dez anos, informou sobre o encerramento repentino da sua conta corrente. Inicialmente, a baiana acreditou que se tratava de golpe e foi até uma agência. Lá, diz ter sido informada que não tinha mais o "perfil" do banco. 

Na carta, o banco afirma que Bárbara que possui um prazo de até 30 dias para devolver seus cartões e talões de cheque, além de resgatar o saldo existente e aplicações financeiras. "A movimentação da sua conta não está de acordo com os padrões esperados para o seu perfil, o qual é definido a partir das informações cadastrais que você nos forneceu e outras fontes", informou o Santander no documento, datado de 18 de março. 

Banco avisou sobre encerramento de conta através de carta por Acervo pessoal

A ativista social relata que possui conta corrente há mais de dez anos, quando começou a trabalhar na Câmara de Vereadores de Salvador, que depositava o salário no banco. Depois, mudou de trabalho e chegou a fazer portabilidade para manter a conta do Santander. Ao receber o documento em casa, Bárbara foi até a agência em Alphaville para conversar com a gerente do banco. A cliente diz que ouviu de funcionários que não teria perfil para ser correntista.

"Eu achei que era um golpe porque nunca imaginei que o banco fosse encerrar a minha conta sem motivo. A gerente disse que eu deveria me contentar porque minha conta seria encerrada por eu não ter mais o 'perfil' do banco", contou Bárbara ao CORREIO. A cliente rebateu e uma discussão teve início na agência, nesta sexta-feira (10). A gerente chegou a acionar a Polícia Militar, mas Bárbara deixou o local antes da chegada dos militares. 

"Se isso não é preconceito, desigualdade social, o que é, então? Eles estão dizendo praticamente que não precisam de quem ganha R$ 5 mil ou R$ 6 mil. Se eles vão encerrar a conta, é um direito deles, mas eu, ao menos, preciso ser informada do por quê isso está acontecendo", afirma Bárbara Trindade. 

A cliente afirma que vai voltar à agência na semana que vem, dessa vez acompanhada de advogados. A reportagem entrou em contato com a assessoria do Santander e questionou os motivos que levaram a decisão de encerrar a conta de Bárbara. Não houve retorno até esta publicação. O espaço segue aberto. 

Em janeiro do ano passado, o Santander decidiu descontinuar o segmento ‘Van Gogh’, que atendia 3,5 milhões de clientes com renda média no país. Com a mudança, a instituição financeira ficou com dois modelos de atendimento aos clientes. Na época, o banco afirmou que 2,5 milhões dos clientes da modalidade extinta seriam remanejados para o Select, voltado para atender correntistas de alta renda com gerentes e consultores de investimento e unidades de atendimento próprias.